Os Estados Unidos estão preparando novas tarifas que afetarão cerca de 60 países após a Suprema Corte anular, em fevereiro, a taxação global de 10% instituída pelo ex-presidente Donald Trump. A corte considerou que Trump havia feito uma interpretação inconstitucional de um dispositivo legal para justificar as tarifas.
Decisão da Suprema Corte e novas medidas
Em fevereiro de 2026, a mais alta corte dos EUA anulou boa parte das tarifas impostas por Trump, argumentando que o presidente havia extrapolado seus poderes ao aplicar a taxação sem aprovação do Congresso. Com o fim da tarifa global de 10%, o governo americano agora busca substituí-la por medidas mais direcionadas a práticas comerciais desleais.
As novas tarifas têm como alvo produtos de trabalho forçado e outras práticas consideradas prejudiciais ao comércio justo. Segundo fontes oficiais, as medidas visam proteger a indústria americana e garantir condições equitativas de concorrência.
Impacto sobre Brasil e Canadá
O Brasil será um dos países mais afetados, com tarifas de 25% sobre determinados produtos. Já o Canadá enfrentará uma sobretaxa adicional de 50%, elevando as tensões comerciais entre os dois países. A lista completa de produtos e alíquotas ainda será divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O presidente Donald Trump, em declaração recente, afirmou que as novas tarifas são necessárias para combater o que chamou de 'abusos comerciais' e que os EUA não permitirão que outros países se aproveitem do mercado americano. 'Vamos proteger nossos trabalhadores e empresas', disse Trump.
Reações internacionais
Brasil e Canadá já manifestaram preocupação com as medidas. O governo brasileiro estuda recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso as tarifas sejam implementadas. O Canadá, por sua vez, ameaçou retaliações comerciais. Analistas apontam que a nova onda protecionista pode intensificar disputas comerciais globais.
As novas tarifas devem entrar em vigor nos próximos meses, após consultas públicas e ajustes finais. O USTR informou que as medidas serão implementadas de forma gradual para minimizar impactos imediatos na economia.



