Uma agência de notícias revelou que os Estados Unidos utilizaram 'praticamente todos' os seus mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã. A informação, divulgada nesta semana, acende um alerta sobre a capacidade militar americana para responder a futuras crises e enfrentar adversários como China e Rússia.
Uso intensivo de ATACMS e PrSM
Segundo a agência, o estoque de mísseis ATACMS e PrSM foi quase totalmente esgotado nos ataques contra alvos iranianos. Os ATACMS, com alcance de até 300 quilômetros, e os PrSM, mais modernos, foram empregados em larga escala durante o conflito, que durou semanas e envolveu intensos bombardeios.
Especialistas militares apontam que a dependência desses sistemas de precisão elevou a eficácia dos ataques, mas também expôs uma vulnerabilidade estratégica: a reposição desses arsenais é lenta e custosa, e a produção atual não acompanha o ritmo de consumo em cenários de guerra prolongada.
Preocupação com a capacidade de resposta
A revelação levanta questionamentos sobre a prontidão dos EUA para conflitos futuros, especialmente em um cenário de tensão crescente com a China no Indo-Pacífico e com a Rússia na Europa Oriental. Analistas ouvidos pela agência destacam que, sem um estoque robusto de mísseis de precisão, a superioridade militar americana pode ser comprometida.
"O uso extensivo revela a importância desses sistemas, mas também a necessidade de investir em capacidade industrial de defesa", afirmou um oficial da Defesa dos EUA, sob condição de anonimato. "Precisamos garantir que nossas prateleiras não fiquem vazias quando a próxima crise surgir."
Impacto na indústria de defesa
A situação já pressiona o Pentágono a acelerar contratos com a indústria, como a Lockheed Martin e a Raytheon, para aumentar a produção de mísseis. No entanto, especialistas alertam que a expansão da capacidade fabril pode levar anos e exigir bilhões de dólares em investimentos.
Além disso, o esgotamento dos estoques pode influenciar decisões de política externa, limitando a disposição dos EUA em se envolver em novos conflitos ou em fornecer armamentos a aliados, como a Ucrânia, que já recebeu mísseis de longo alcance para se defender da Rússia.
Comparação com a Rússia e a China
A Rússia, por sua vez, também enfrenta desafios logísticos, mas mantém um arsenal diversificado de mísseis, incluindo sistemas hipersônicos. A China, que vem modernizando suas forças armadas, possui uma capacidade crescente de produção de mísseis de cruzeiro e balísticos, o que acentua a preocupação americana.
"A guerra na Ucrânia e o conflito no Oriente Médio mostraram que a guerra de precisão consome munições em um ritmo alarmante", disse um analista de defesa. "Os EUA precisam reavaliar suas prioridades e garantir que estarão preparados para os desafios do século XXI."
A Casa Branca não comentou oficialmente a reportagem, mas fontes internas indicam que o assunto será debatido no próximo orçamento de defesa, com propostas para aumentar os estoques e modernizar os sistemas de produção.



