Títulos longos de renda fixa, antes considerados portos seguros, estão sendo classificados como 'radioativos' por alocadores globais. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, declarou: 'Eu não seria comprador', referindo-se aos títulos públicos americanos, citando riscos inflacionários e fiscais.
Riscos crescentes nos títulos americanos
Dimon destacou que a dívida dos EUA e a incerteza sobre a trajetória dos juros tornam os títulos de longo prazo pouco atraentes. A declaração ecoa uma tendência global de aversão a duration elevada.
Dados recentes mostram que fundos soberanos reduziram exposição a títulos de 30 anos em 15% no último trimestre, segundo relatório do FMI.
Impacto nos mercados emergentes
A percepção de risco também afeta ativos brasileiros. O Itaú BBA projeta Ibovespa a 185 mil pontos e destaca quatro teses para ações, mas alerta que a volatilidade global pode contaminar o mercado local.
Enquanto isso, a Vale registrou o melhor segundo trimestre para minério desde 2018, com alta de 3% nas ações, mas há preocupação com a demanda chinesa.
Alternativas para investidores
Com a renda fixa longa sob pressão, investidores buscam opções como CDBs, LCIs e LCAs, que oferecem taxas atrativas no curto prazo. O Tesouro Selic pode ser o próximo a pagar taxa mais alta, segundo analistas.
No mercado imobiliário, doações de imóveis bateram recorde com possível alta de imposto sobre herança. Especialistas recomendam cautela: antecipar doações pode sair pela culatra.



