Trump vence guerra tarifária, aponta Financial Times
Trump vence guerra tarifária, diz FT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está vencendo a guerra tarifária contra a China, de acordo com uma análise publicada pelo jornal britânico Financial Times. O levantamento aponta que as tarifas impostas por Washington reduziram o déficit comercial bilateral e fortaleceram a economia americana em setores estratégicos.

Tarifas reduzem déficit e impulsionam produção local

Segundo o FT, as tarifas de 25% sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses levaram a uma queda de 15% no déficit comercial dos EUA com a China em 2025. Com isso, muitos fabricantes norte-americanos relocalizaram suas cadeias de suprimentos para o México, Vietnã e até mesmo de volta aos Estados Unidos, gerando empregos e aumentando a produção industrial interna.

“A estratégia de Trump de usar tarifas como alavanca está funcionando melhor do que seus críticos admitem”, afirmou o economista-chefe de um think tank de Washington, citado pelo FT. “A China está sentindo a pressão e começou a fazer concessões em propriedade intelectual e tecnologia.”

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Impacto na indústria e no consumidor americano

Apesar do sucesso comercial, o relatório reconhece que os custos foram repassados parcialmente aos consumidores, com aumento médio de 0,8% nos preços de bens importados. No entanto, a geração de empregos na manufatura, estimada em 300 mil postos desde o início da política tarifária, compensou o impacto inflacionário em muitos estados decisivos para a reeleição.

A Casa Branca não comentou oficialmente, mas assessores presidenciais destacaram que a política tarifária é uma ferramenta essencial para reequilibrar a economia global e proteger a segurança nacional.

China busca alternativas, mas enfrenta dificuldades

Pequim, por sua vez, tentou diversificar seus parceiros comerciais, fortalecendo laços com a União Europeia e o Sudeste Asiático. Contudo, a desaceleração na demanda global e as restrições tecnológicas impostas por Washington limitam o alcance dessa estratégia. O FT conclui que, no curto prazo, Trump leva vantagem, mas os efeitos de longo prazo ainda são incertos, dependendo da evolução das negociações bilaterais.

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