Kelvin Lucas, de 31 anos, continua pagando o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de sua BMW 118i, ano 2009, que está há mais de um ano em uma oficina em Palmas para conserto. Ele pagou antecipadamente mais de R$ 26 mil para reparar um problema no motor, mas o serviço nunca foi concluído a contento. Pelo segundo ano seguido, Kelvin precisou desembolsar mais de R$ 1 mil para quitar o IPVA de um veículo que sequer pode usar. “Ainda tenho que pagar o IPVA do carro que eu não estou nem usando, que, na verdade, se acabou. Hoje eu vi como está a situação do carro. Era para arrumar, não destruir”, afirma.
O início do problema
O dono da BMW é mecânico de profissão, mas sua especialização não abrange veículos de luxo. Por isso, contratou a oficina Ruicar Imports para realizar o reparo. No dia 28 de janeiro de 2023, o veículo foi entregue à oficina, e Kelvin pagou R$ 16 mil à vista, com a expectativa de que o serviço fosse agilizado. Inicialmente, o motor deveria ser substituído, mas, após não encontrar uma peça adequada, o mecânico da oficina informou que faria o reparo do motor, que apresentava falhas. “Levou o motor para Goiânia, meses se passaram e eu sempre cobrando, até que chegou. Eu falei que precisava do carro, falaram para buscar. Fui lá e, até hoje, não conseguiram consertar. O motor está falhando”, explica.
Oficina alega conclusão do serviço
A oficina Ruicar Imports informou à TV Anhanguera que o veículo está pronto desde maio deste ano e que aguarda apenas que Kelvin faça a retirada do automóvel. No entanto, Kelvin contesta veementemente essa versão. Ele conta que, ao tentar buscar o carro em abril, encontrou o veículo no pátio da empresa em uma situação pior do que quando o entregou. “Danificou, tem amassado, arranhão, queimaram a pintura, pneu já não presta mais”, relata. O problema no motor persiste, e nenhuma outra oficina aceita assumir o reparo devido à complexidade e aos altos custos envolvidos.
Impacto financeiro e pessoal
Além da dívida acumulada e do prejuízo com o IPVA, Kelvin precisou comprar uma moto para se locomover pela cidade. “O sonho virou um pesadelo, durmo todo dia contrariado e chateado de ver uma coisa minha se acabando”, desabafa. A BMW, que era um sonho de infância, agora é fonte de frustração e despesas inesperadas. O caso segue sem solução, com o consumidor arcando com os custos de um serviço que não foi prestado adequadamente.



