Justiça manda soltar estudante presa suspeita de aplicar golpes online
Estudante de Direito Solta Após Erro de Identificação

A Justiça determinou a soltura de Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, formada em direito, que estava presa desde o dia 2 de julho na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia. Ela é suspeita de integrar um grupo criminoso que movimentou R$ 7 milhões em golpes online, investigado pela Operação Boleto Fantasma, da Polícia Civil do Amapá. A decisão foi assinada pela juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues, que atendeu ao pedido da defesa após a apresentação de certidão de autenticidade.

Defesa alega erro judicial

Segundo o advogado Jean Tavares, a jovem foi vítima de um erro judicial e teve o nome confundido com o de outra pessoa, chamada "Lorraine", que seria a real integrante da organização criminosa. "As próximas etapas são a conclusão da investigação e o inquérito policial, para remeter o caso ao Ministério Público", afirmou Tavares ao g1. A família também reforça a tese de inocência. O pai, João Vilmar, disse que a filha está "pagando por um crime que não cometeu". A mãe, Iris Alves, ressaltou que Ellen "é uma menina de bem, foi criada com princípios e está em um presídio pagando por algo que não cometeu. Pegaram o nome da minha filha, arrumaram um nome e jogaram para cima dela".

Polícia nega confusão de identidade

Em nota, a Polícia Civil do Amapá afirmou que é falsa a alegação de troca de nomes ou erro de identificação. "A prisão foi cumprida contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial", informou a corporação. A polícia destacou que os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos com base em investigação formal, representação da Autoridade Policial, manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.

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Investigação da Operação Boleto Fantasma

O delegado Breno da Costa explicou que as investigações começaram em 2025. O grupo criava sites falsos para desviar pagamentos de contas de energia. "Foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão, ambos fundamentados em investigação formal", disse o delegado ao g1. A operação visa desarticular uma organização criminosa de caráter nacional.

Notas oficiais

A defesa de Ellen informou, em nota, que ela se encontra presa desde 2/7/2026, vítima de erro judicial, e que a ordem de prisão foi determinada pelo juízo do Estado do Amapá, advinda de "uma conclusão irresponsável da Polícia Civil de lá". Já a Polícia Civil do Amapá reafirmou que não houve troca de nomes ou erro de identificação e que "a divulgação de informação falsa sobre suposta prisão indevida desinforma a sociedade e compromete indevidamente a credibilidade das instituições públicas envolvidas na investigação".

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