O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de tarifas sobre importações de dezenas de países, incluindo Brasil, China e Índia, com alíquotas de até 12,5% sob a alegação de trabalho forçado. A medida substitui taxas que expiram nesta sexta-feira e faz parte de sua estratégia protecionista.
Nova base legal e substituição de tarifas
As novas tarifas substituem as anteriores que expirariam em 24 de julho de 2026. Segundo a Casa Branca, a nova base legal é mais sólida, baseada em investigações sobre violações de direitos trabalhistas. Especialistas apontam que a mudança pode reduzir riscos de questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Países afetados e alíquotas
Brasil, China e Índia estão entre os principais alvos, com tarifas que variam conforme o produto. A alíquota máxima de 12,5% incide sobre itens como aço, alumínio e produtos têxteis. A medida também atinge outros países da Ásia e América Latina.
Impacto econômico e reações
Analistas avaliam que o impacto econômico ainda é incerto. O Brasil, por exemplo, pode sofrer com a redução de exportações de aço e carne. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida é prejudicial ao comércio bilateral. A China criticou a decisão, classificando-a como protecionismo disfarçado.
Contexto político
Trump justifica as tarifas como parte de sua campanha de reeleição, prometendo proteger empregos americanos. No entanto, críticos apontam que a medida pode gerar retaliações e prejudicar a economia global. A União Europeia monitora a situação, mas ainda não anunciou contramedidas.



