O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira que a mudança no limite de emissões externas, anunciada na semana passada, não afeta o cronograma de estreia dos panda bonds brasileiros. A primeira emissão de títulos denominados em yuan permanece prevista para setembro, conforme o plano inicial.
Contexto da mudança
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um aumento no limite de emissões externas de US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões anuais. A medida visa dar mais flexibilidade ao Tesouro na gestão da dívida pública. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a alteração é meramente administrativa e não altera o cronograma do panda bond.
Impacto no panda bond
O panda bond é uma emissão de títulos em yuan no mercado chinês. O Brasil planeja captar cerca de 5 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 700 milhões) na operação. Ceron afirmou que o limite maior permite ampliar as emissões futuras, mas não interfere na operação atual. 'A mudança no limite não impacta o panda bond, que já estava dentro do teto anterior', disse.
Detalhes da emissão
A emissão dos panda bonds faz parte da estratégia de diversificação de fontes de financiamento do Tesouro. O Brasil busca estreitar laços financeiros com a China, seu maior parceiro comercial. A operação será liderada por bancos chineses e terá prazo de três anos. O Tesouro espera que a demanda seja elevada, dada a taxa de juros atrativa em relação aos títulos chineses.
Reações do mercado
Analistas consideram que a mudança no limite de emissões externas é positiva, pois sinaliza maior capacidade de captação. No entanto, destacam que o foco imediato é o sucesso do panda bond. 'O mercado espera que a emissão seja um marco para a presença brasileira no mercado de capitais chinês', comentou o economista-chefe de um banco de investimentos.



