O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou oficialmente nesta terça-feira que desistiu de concorrer como suplente ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão, divulgada em nota à imprensa, encerra meses de especulações sobre seu futuro político.
Motivos da desistência
Segundo assessores próximos, Eduardo optou por não integrar a chapa encabeçada pelo candidato a senador do PL, priorizando sua atuação internacional, especialmente nos Estados Unidos. "Estou focado em fortalecer a direita no cenário global e acredito que posso contribuir mais fora do Brasil neste momento", afirmou o deputado em comunicado.
A decisão ocorre após intensos debates internos no partido. O presidente estadual do PL em São Paulo, Marcos Pereira, confirmou que respeita a escolha. "Eduardo é um quadro importante, mas entendemos sua necessidade de focar em outras frentes", declarou.
Impacto nas eleições
Com a saída de Eduardo, o partido precisará recompor a chapa ao Senado. Pesquisas internas indicavam que sua presença como suplente poderia agregar cerca de 5% de votos ao candidato principal. Agora, o PL busca um nome de peso para substituí-lo, possivelmente oriundo do meio empresarial ou jurídico.
Analistas políticos apontam que a desistência pode reconfigurar o cenário eleitoral em São Paulo. "Eduardo Bolsonaro tem forte apelo entre eleitores bolsonaristas. Sua ausência na chapa pode abrir espaço para outros partidos conservadores", disse a cientista política Helena Ribeiro, da USP.
Reações
A base bolsonarista lamentou a decisão, mas demonstrou apoio. O ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, não se manifestou oficialmente, mas aliados relatam que ele endossa a postura do filho. Já adversários políticos criticaram a mudança, classificando-a como "oportunismo eleitoral".
A campanha ao Senado em São Paulo continua indefinida, com o PL ainda sem um suplente definido. As convenções partidárias estão previstas para agosto.



