O Banco Mundial divulgou um relatório estimando que os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026 causaram danos totais de US$ 19,6 bilhões, valor equivalente a 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O desastre, que completa um mês nesta quinta-feira, 24 de julho, deixou mais de 5 mil mortos e 16.740 feridos, segundo dados oficiais.
Impactos econômicos e desafios da reconstrução
O relatório do Banco Mundial aponta que a reconstrução das áreas afetadas pode levar até dez anos, caso não haja novos investimentos públicos e privados. A instituição sugere que o governo venezuelano aumente os investimentos para acelerar a recuperação, alertando para impactos econômicos duradouros, como a redução da atividade produtiva e o aumento do desemprego.
Os terremotos de 24 de junho foram os mais devastadores da história recente da Venezuela, com epicentro próximo à costa de Caraballeda, estado de Vargas. As réplicas continuaram por semanas, dificultando as operações de resgate e aumentando os danos estruturais.
Setores mais afetados
De acordo com o levantamento, os setores de infraestrutura, habitação e comércio foram os mais prejudicados. Estradas, pontes e sistemas de água e energia sofreram colapsos parciais ou totais em várias regiões. O Banco Mundial estima que a reconstrução da infraestrutura básica demandará pelo menos US$ 8 bilhões.
O setor de habitação também foi duramente atingido: cerca de 120 mil unidades habitacionais foram destruídas ou danificadas, deixando milhares de famílias desabrigadas. O comércio local, especialmente em cidades como Caracas e La Guaira, registrou perdas significativas, com muitos estabelecimentos comerciais destruídos.
Perspectivas de recuperação
O relatório do Banco Mundial destaca que, sem novos investimentos, a recuperação total pode se estender por uma década. A instituição recomenda a mobilização de recursos internacionais e parcerias público-privadas para encurtar esse prazo. "A reconstrução requer um esforço coordenado entre o governo, o setor privado e a comunidade internacional para restaurar a infraestrutura e a economia", afirma o documento.
O governo venezuelano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as estimativas do Banco Mundial. No entanto, autoridades locais já solicitaram ajuda humanitária e financeira a organismos multilaterais.



