Tarifaço dos EUA sobre o Brasil: impacto pode ser menor com isenções
Tarifaço dos EUA: impacto pode ser menor com isenções

O novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode ter um impacto menor do que o inicialmente previsto. Isso porque a lista de produtos isentos foi ampliada, abrangendo itens como alimentos, medicamentos e insumos industriais. A medida, anunciada pelo governo americano, gerou reações no Brasil, com o governo federal preparando o acionamento da Lei de Reciprocidade.

Lista de isenções reduz alcance da tarifa

De acordo com fontes oficiais, a ampliação das isenções foi justificada pela necessidade de evitar desabastecimento e proteger setores estratégicos da economia americana. Entre os produtos que ficaram de fora da tarifa estão componentes eletrônicos, matérias-primas para a indústria farmacêutica e alimentos processados. Com isso, estima-se que cerca de 30% das exportações brasileiras para os EUA estejam protegidas.

Governo brasileiro reage com Lei de Reciprocidade

O governo brasileiro anunciou que vai acionar a Lei de Reciprocidade Econômica, que permite a aplicação de medidas retaliatórias contra países que imponham barreiras comerciais. Segundo o Ministério da Economia, a medida será calibrada para minimizar danos aos consumidores brasileiros. “Não vamos aceitar unilateralismo. Vamos defender nossos interesses comerciais com firmeza”, afirmou o ministro em coletiva.

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Impacto nos mercados e setores

O Ibovespa Futuro registrou leve alta nesta quinta-feira, com investidores monitorando os desdobramentos das tarifas. Ações de empresas como Light, Totvs, Brava, Axia, B3 e Oncoclínicas estão no radar. A Light anunciou homologação de aumento de capital e pediu o fim da recuperação judicial. Já a Oncoclínicas informou ter recebido uma oferta da IG4, mas que não há transação acordada.

Varejo frustra expectativas

As vendas no varejo brasileiro avançaram apenas 0,1% em maio, frustrando as projeções do mercado. O resultado abaixo do esperado reflete a desaceleração da economia e o impacto da inflação sobre o consumo. Analistas apontam que o tarifaço pode agravar o cenário, mas as isenções amenizam o efeito sobre alguns setores.

Reações da indústria

A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado. “Medidas diplomáticas preventivas poderiam ter mitigado esse desgaste”, disse o presidente da entidade. A federação defende uma agenda de reformas para reduzir a burocracia e os custos de produção.

Perspectivas para investidores

Com a ampliação das isenções, alguns setores podem se beneficiar, como o de alimentos e farmacêutico. No entanto, especialistas recomendam cautela. A Brava Energia anunciou a retomada da oferta de aquisição de controle pela Ecopetrol, enquanto a Totvs e a Axia seguem em foco. No mercado de renda fixa, títulos isentos de IR, como LCI e LCA, continuam atrativos para investidores que buscam proteção.

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