Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 25% sobre 2.375 produtos brasileiros, medida que atinge principalmente os estados de São Paulo e Santa Catarina. O impacto anual sobre as exportações nacionais é de US$ 7,2 bilhões, segundo dados oficiais. Em contrapartida, 60,5% dos itens exportados pelo Brasil aos EUA, como suco de laranja e café, permanecem isentos da sobretaxa.
Estados mais afetados e setores prejudicados
São Paulo, maior polo industrial do país, e Santa Catarina, com forte presença no setor metalmecânico e de carnes, lideram a lista de estados mais impactados. A tarifa atinge desde máquinas e equipamentos até produtos siderúrgicos e têxteis. A medida já provocou revisões para baixo nas projeções de crescimento do PIB brasileiro e da balança comercial, conforme relatórios de instituições financeiras.
Plano de R$ 130 milhões para diversificação
Em resposta, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) anunciou um plano de R$ 130 milhões para buscar novos destinos para os produtos brasileiros. O foco será a Europa e a Ásia, com missões comerciais, participação em feiras e rodadas de negócios. O governo também pretende intensificar negociações bilaterais para tentar reverter a tarifa, mas não há prazo definido para uma solução.
“Vamos redirecionar nossos esforços para mercados que demonstram interesse crescente por produtos brasileiros, como a União Europeia e países asiáticos”, afirmou o presidente da Apex, em nota oficial. A expectativa é que os recursos sejam aplicados ao longo dos próximos 12 meses.
Impacto na economia e reações do setor produtivo
O tarifaço dos EUA ocorre em meio a um cenário de guerra comercial global, e analistas apontam que a medida pode gerar um recuo de até 0,3% no PIB brasileiro em 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “grave” e pediu agilidade nas negociações diplomáticas. Enquanto isso, empresários de São Paulo e Santa Catarina já avaliam perdas imediatas nos pedidos de exportação.



