Soberania brasileira não está em negociação, afirma ministro a EUA
Soberania brasileira não está em negociação, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou que a soberania brasileira é um tema que não está em negociação, durante reunião com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro ocorreu em meio às tensões geradas pelo tarifaço americano, que acusa o Brasil de práticas comerciais “não razoáveis”.

Brasil rebate acusações e propõe cooperação policial

Na reunião, o governo brasileiro refutou as alegações norte-americanas e apresentou uma contraproposta: a cooperação entre as polícias dos dois países para combater o crime organizado transnacional. A iniciativa visa fortalecer a segurança e demonstrar disposição para parcerias que não envolvam concessões na política comercial ou na autonomia nacional.

“A soberania brasileira é tema que não está em negociação”, afirmou o ministro Elias Rosa, segundo nota oficial divulgada após o encontro. A declaração reforça a posição do Brasil de não aceitar imposições externas em suas políticas internas.

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Mercadante alerta para riscos em projetos estratégicos

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também se manifestou sobre o tema, alertando para os riscos que a eventual participação dos EUA na transição de governo brasileiro — como sugerido pelo senador Flávio Bolsonaro — poderia trazer a projetos estratégicos nacionais. Mercadante destacou que a ingerência externa pode comprometer iniciativas de desenvolvimento e soberania energética, tecnológica e industrial.

“Não podemos permitir que interesses estrangeiros ditem os rumos de projetos fundamentais para o Brasil”, declarou Mercadante, em referência à proposta de Bolsonaro de envolver os EUA no processo de transição presidencial.

Impactos do tarifaço nas relações bilaterais

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos tem gerado atritos comerciais entre os dois países. O Brasil busca equilibrar a defesa de seus interesses econômicos com a manutenção de um diálogo produtivo com Washington. A proposta de cooperação policial surge como uma tentativa de desviar o foco das acusações comerciais e construir uma agenda positiva.

Especialistas avaliam que a estratégia brasileira pode reduzir a pressão tarifária, mas ressaltam que a questão da soberania permanece central. “O Brasil não cederá em temas que afetam sua autonomia”, reforçou o ministro Elias Rosa.

A reunião com o USTR é mais um capítulo nas complexas negociações entre Brasil e EUA, que envolvem desde barreiras comerciais até a cooperação em segurança pública. O governo brasileiro espera que a proposta de colaboração policial seja bem recebida e abra caminho para um entendimento mais amplo.

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