O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro Pix ganhou destaque no jornal britânico Financial Times, em reportagem publicada às vésperas da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas a produtos do Brasil. O artigo explica como o Pix se tornou um queridinho dos brasileiros e um incômodo para grandes empresas americanas.
Pix incomoda empresas dos EUA
Segundo o Financial Times, o Pix é visto como uma concorrência desleal por empresas americanas de pagamentos, que alegam que o sistema beneficia bancos brasileiros em detrimento de players internacionais. O jornal cita que o Pix processa mais de 300 milhões de transações por mês, com custo zero para a maioria dos usuários, o que o torna extremamente popular no Brasil.
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) já havia criticado o Pix em relatórios anteriores, apontando supostas barreiras à entrada de empresas americanas no mercado de pagamentos brasileiro. A reportagem ressalta que o governo brasileiro defende o Pix como uma infraestrutura pública essencial para a inclusão financeira.
Contexto tarifário
A reportagem surge em meio à iminência de uma decisão de Trump sobre tarifas a produtos brasileiros, que pode afetar setores como o agronegócio e a indústria. O Pix, embora não esteja diretamente ligado às tarifas, é usado como exemplo de política que os EUA consideram prejudicial aos seus interesses comerciais.
De acordo com o Financial Times, o Pix representa um modelo de inovação financeira que desafia o domínio de empresas americanas como Visa e Mastercard. O jornal destaca que o sistema foi adotado por mais de 150 milhões de brasileiros e é usado por 80% da população adulta.
Reações
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Economia, afirmou que o Pix é um exemplo de eficiência e inclusão, e que não há práticas desleais. A reportagem cita um porta-voz do ministério: "O Pix é uma política pública bem-sucedida que beneficia todos os brasileiros, especialmente os mais pobres".
Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que a pressão dos EUA pode levar a negociações bilaterais sobre regras para sistemas de pagamentos digitais. A reportagem conclui que o Pix se tornou um símbolo da capacidade do Brasil de inovar em tecnologia financeira.



