Inflação mensal na Argentina desacelera para 4,6% em junho
Inflação na Argentina cai para 4,6% em junho

A inflação mensal na Argentina desacelerou para 4,6% em junho, a menor taxa desde outubro de 2022, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta quinta-feira. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 5,1%.

Detalhes da desaceleração

Em maio, a inflação havia sido de 5,1%, o que já representava uma desaceleração em relação aos meses anteriores. A queda em junho foi puxada principalmente pelos setores de alimentos e bebidas, que registraram alta de 3,8%, contra 5,4% no mês anterior. O governo de Javier Milei comemorou os números como um sinal de que as medidas de ajuste fiscal estão surtindo efeito.

O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou em coletiva de imprensa: "Estamos no caminho certo. A inflação está caindo mais rápido do que o esperado, graças ao equilíbrio fiscal e à política monetária restritiva."

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Inflação acumulada e anual

No acumulado do primeiro semestre, a inflação chega a 79,8%, enquanto em 12 meses atinge 271,5%. Apesar da desaceleração mensal, os preços continuam em patamares elevados, pressionando o poder de compra da população.

O índice de preços ao consumidor (IPC) mostrou que os setores com maiores altas em junho foram habitação (7,2%) e saúde (6,5%), enquanto transporte e comunicação tiveram aumentos moderados. A inflação núcleo, que exclui itens sazonais, ficou em 4,7%.

Perspectivas econômicas

Economistas consultados pelo Banco Central argentino projetam inflação de 5,2% para julho, mas veem tendência de queda gradual. O governo Milei espera encerrar o ano com inflação abaixo de 200%, uma meta ambiciosa diante do cenário atual.

A desaceleração em junho é vista como um alívio para o governo, que enfrenta protestos contra as medidas de austeridade. No entanto, a recessão econômica persiste, com queda do PIB e aumento do desemprego.

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