Onda coreana: gastos dos brasileiros em produtos e eventos
Onda coreana: gastos dos brasileiros em produtos

Um levantamento da Serasa revela que quase um terço dos brasileiros compra produtos ligados ao universo sul-coreano ao menos uma vez por mês. O fenômeno, impulsionado por K-pop, k-dramas e K-beauty, tem levado empresas como Boticário, Oreo e Avon a ampliar suas ações voltadas a esse público.

O levantamento da Serasa

De acordo com a Serasa, cerca de 30% dos brasileiros afirmaram adquirir itens como cosméticos, roupas, acessórios e alimentos inspirados na cultura coreana com frequência mensal. O dado faz parte de um estudo que mapeou o comportamento de consumo relacionado à chamada “onda coreana” ou Hallyu.

A pesquisa também indicou que o interesse não se restringe a produtos físicos. Eventos como convenções de K-pop, festivais de comida coreana e exibições de k-dramas têm atraído um número crescente de participantes, gerando oportunidades para marcas de diversos setores.

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Empresas de olho no mercado

O Boticário, por exemplo, lançou linhas de maquiagem e cuidados com a pele inspiradas nas tendências coreanas. A Oreo criou edições especiais de biscoitos com sabores que remetem a sobremesas populares na Coreia do Sul, enquanto a Avon investiu em produtos de beleza com ingredientes típicos da rotina de skincare coreano.

Essas iniciativas refletem uma estratégia mais ampla de marcas que buscam se aproximar de um público jovem e conectado às tendências globais. A cultura coreana, que ganhou força no Brasil principalmente após o sucesso de grupos como BTS e Blackpink, tornou-se um nicho lucrativo.

Impacto no varejo e nos eventos

O impacto também é sentido no varejo físico e online. Lojas especializadas em produtos coreanos, como alimentos e cosméticos, registram aumento nas vendas. Além disso, eventos temáticos têm movimentado o calendário cultural de grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Especialistas apontam que a tendência deve se manter nos próximos anos, impulsionada pela expansão das plataformas de streaming, que popularizaram os k-dramas, e pelas redes sociais, que disseminam a estética e os hábitos de consumo coreanos.

Perfil do consumidor

O levantamento da Serasa destaca que o consumo não é exclusivo de uma faixa etária. Embora os jovens sejam os mais engajados, há um crescimento entre adultos acima de 30 anos, interessados em produtos de beleza e bem-estar.

“A cultura coreana deixou de ser um nicho e se tornou um fenômeno de massa. As empresas que entendem esse movimento estão se beneficiando de um público fiel e disposto a gastar”, afirma um analista de mercado ouvido pela reportagem.

Perspectivas futuras

Com a aproximação de novos lançamentos de grupos de K-pop e a estreia de k-dramas aguardados, a expectativa é que o interesse continue crescendo. Marcas que ainda não investem no segmento podem encontrar oportunidades em parcerias com influenciadores e na criação de experiências imersivas.

O estudo da Serasa serve como um alerta para o varejo: entender a “onda coreana” é essencial para conquistar uma fatia desse mercado em expansão, que movimenta bilhões de reais por ano no Brasil.

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