Muro tarifário de Trump: barreiras comerciais devem se intensificar
Muro tarifário de Trump deve crescer ainda mais

O governo Trump sinaliza que o muro tarifário continuará a crescer, com novas sobretaxas sobre produtos chineses e europeus. Segundo o colunista Assis Moreira, a estratégia visa reduzir o déficit comercial, mas pode gerar retaliações e inflação. As tarifas sobre aço e alumínio já afetam setores industriais nos Estados Unidos e no exterior.

Novas barreiras em vista

A Casa Branca estuda elevar em 25% as tarifas sobre veículos importados, o que atingiria montadoras alemãs e japonesas. A medida, prevista para julho, elevaria os preços para consumidores americanos e poderia reduzir as vendas em até 200 mil unidades por ano.

Impacto econômico

Especialistas do Fundo Monetário Internacional estimam que as tarifas já impostas reduziram o PIB global em 0,5%. “A escalada protecionista é uma ameaça ao crescimento mundial”, afirmou a economista Gita Gopinath. O Brasil também sente os efeitos, com queda nas exportações de suco de laranja e carne bovina para os EUA.

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Retaliações iminentes

A União Europeia já anunciou tarifas sobre bourbon, motocicletas e jeans americanos. A China, por sua vez, elevou taxas sobre soja e carne suína. O resultado é uma guerra comercial que encarece insumos e reduz a confiança dos investidores. Para Moreira, “o muro tarifário tornou-se um instrumento político de campanha, mas os custos econômicos são reais e crescentes”.

A tendência é que as barreiras se ampliem, independentemente do resultado das eleições de 2020. Mesmo que Trump não seja reeleito, o protecionismo já se enraizou na política comercial americana.

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