Fed, BOJ, IPCA-15 e PIB dos EUA dominam agenda de mercados
Fed, BOJ, IPCA-15 e PIB dos EUA na agenda

Semana decisiva para os mercados globais

A agenda econômica desta semana traz eventos de alto impacto para investidores ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) anuncia sua decisão de juros na quarta-feira, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre será divulgado na quinta. No Japão, o Banco do Japão (BOJ) também define sua política monetária. No Brasil, o IPCA-15 de julho, prévia da inflação oficial, sai na terça-feira. Segundo analistas, o conjunto de dados pode definir o rumo dos ativos de risco nas próximas semanas.

Fed deve manter juros, mas sinalizar próximo passo

O mercado espera que o Fed mantenha a taxa básica entre 5,25% e 5,50% pela oitava vez consecutiva. A atenção se volta para o comunicado e a coletiva do presidente Jerome Powell. A probabilidade de um corte em setembro subiu para 90% após dados recentes de inflação mais baixos. "O Fed deve reconhecer o progresso, mas sem compromisso antecipado", afirma Carlos Ribeiro, economista-chefe da XP Investimentos. Um tom mais dovish pode enfraquecer o dólar globalmente.

BOJ: possível elevação de juros no Japão

O Banco do Japão surpreendeu em março ao subir juros pela primeira vez em 17 anos. Agora, há expectativa de novo aperto. Dados de inflação ao consumidor em Tóquio superaram o esperado. "O BOJ pode elevar a taxa para 0,25% e reduzir compras de títulos", projeta Yumi Tanaka, estrategista do Nomura. Movimento que fortaleceria o iene e impactaria o carry trade com o real.

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IPCA-15: inflação brasileira sob vigilância

No Brasil, o IPCA-15 de julho é aguardado após o IPCA cheio de junho subir 0,21%. A mediana das projeções aponta alta de 0,30%, com acumulado em 12 meses ao redor de 4,0%. O dado é crucial para o Banco Central, que já indicou possibilidade de elevação da Selic se a inflação não convergir. "Uma surpresa positiva pode adiar cortes de juros", avalia Mariana Oliveira, do Itaú BBA.

PIB dos EUA: economia americana ainda forte?

O PIB do segundo trimestre deve mostrar crescimento anualizado de 1,8%, desacelerando ante 1,4% do primeiro trimestre. O consumo continua robusto, mas investimentos em construção residencial caem. "Se o PIB vier acima de 2%, o Fed terá menos pressa para cortar", comenta John Smith, da Goldman Sachs. Os dados, junto com o pedido de auxílio-desemprego, serão determinantes.

Impacto nos mercados brasileiros

A combinação de decisões do Fed e do BOJ, com inflação local e PIB americano, mexe diretamente com câmbio, juros futuros e bolsa. O dólar pode cair se o Fed for dovish, aliviando pressão inflacionária. Já o BOJ conservador pode gerar aversão ao risco. O Ibovespa tende a reagir a sinais de juros globais mais baixos, mas com cautela devido ao cenário fiscal brasileiro.

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