Em junho, a inflação na Venezuela mais que dobrou, atingindo 13,8%, interrompendo uma tendência de desaceleração registrada em maio. O aumento expressivo ocorre em meio à tragédia dos terremotos de 24 de junho, que deixaram 4.561 mortos e agravaram a já frágil situação econômica do país.
Inflação acumulada e impactos
No acumulado do ano, a alta de preços já chega a 129,8%, segundo dados oficiais. O índice de junho representa mais que o dobro do registrado em maio, quando a inflação havia desacelerado. O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, enfrenta pressão para conter a escalada dos preços enquanto tenta coordenar os esforços de reconstrução após os sismos.
Medidas do governo
Para tentar controlar a inflação, o governo anunciou ajustes na taxa de câmbio oficial e a injeção de dólares no mercado cambial. No entanto, a incerteza persiste entre os venezuelanos, que lidam com a escassez de produtos básicos e a desvalorização da moeda local. Especialistas alertam que a reconstrução das áreas afetadas pelos terremotos pode pressionar ainda mais os preços, devido ao aumento da demanda por materiais de construção e serviços.
Contexto econômico
A Venezuela já vinha enfrentando uma hiperinflação prolongada, que corroeu o poder de compra da população e levou milhões a deixar o país. O terremoto de junho, um dos mais letais da história recente, danificou gravemente a infraestrutura de várias cidades, incluindo torres que desabaram parcialmente. A combinação de desastre natural e crise inflacionária aprofunda as dificuldades das famílias, que precisam lidar com a perda de entes queridos e a alta no custo de vida.



