Indústria teme perda de competitividade com tarifas dos EUA
Indústria teme perda de competitividade com tarifas dos EUA

A indústria brasileira expressou preocupação com a perda de competitividade diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, solicitando maior empenho do governo em negociações comerciais. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que as sobretaxas americanas podem reduzir em até 15% as exportações brasileiras de manufaturados para o mercado norte-americano no curto prazo.

Impactos das tarifas americanas

Segundo a CNI, as tarifas afetam principalmente setores como siderurgia, alumínio, máquinas e equipamentos. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que “a perda de competitividade é imediata e pode levar ao fechamento de linhas de produção no Brasil”. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 32 bilhões em 2025, sendo 40% de produtos industriais.

Pedido de negociação

A indústria pede que o governo brasileiro intensifique as negociações bilaterais para reduzir as tarifas. “Precisamos de um esforço diplomático para evitar que o Brasil perca espaço para concorrentes como México e China”, disse Alban. A CNI sugere a criação de um grupo de trabalho conjunto para discutir barreiras comerciais e tarifárias.

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Reação do governo

O Ministério das Relações Exteriores informou que já iniciou contatos com representantes do governo Trump para tratar do assunto. O Itamaraty afirmou que “a defesa dos interesses nacionais é prioridade” e que buscará um acordo que minimize os impactos. No entanto, analistas avaliam que as negociações podem ser complexas devido ao protecionismo crescente nos EUA.

Perspectivas para o setor

Especialistas apontam que, sem avanços nas negociações, a indústria brasileira pode perder competitividade também em outros mercados. “O efeito cascata pode atingir cadeias produtivas inteiras”, alerta o economista Carlos Alberto dos Santos, da FGV. A CNI estima que o PIB industrial pode recuar 0,5% neste ano se as tarifas forem mantidas.

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