A Amazon está expandindo significativamente suas operações logísticas na China, em resposta ao endurecimento do controle alfandegário nos Estados Unidos. A medida visa contornar as novas barreiras comerciais e reduzir custos operacionais, além de acelerar os prazos de entrega para consumidores globais.
Estratégia de expansão na China
A gigante do comércio eletrônico está investindo em novos centros de distribuição e parcerias com transportadoras locais em cidades-chave como Xangai, Shenzhen e Guangzhou. De acordo com fontes internas, a empresa planeja aumentar em 40% sua capacidade de armazenagem na região até o final de 2026.
"Estamos nos adaptando a um ambiente regulatório mais rigoroso nos EUA, e a China oferece uma plataforma robusta para manter nossa eficiência logística", afirmou um porta-voz da Amazon, em comunicado oficial.
Impacto do controle alfandegário dos EUA
Nos últimos meses, a alfândega americana intensificou a fiscalização sobre produtos importados, especialmente eletrônicos e itens de vestuário, que representam grande parte do catálogo da Amazon. As novas regras aumentaram os prazos de liberação em até 15 dias, gerando custos adicionais estimados em US$ 200 milhões para a empresa no primeiro semestre de 2026.
"A burocracia alfandegária nos EUA está forçando empresas a repensarem suas cadeias de suprimentos", explicou Zhang Wei, analista de logística do Instituto de Comércio Internacional de Pequim.
Benefícios para consumidores
A expansão na China permitirá que a Amazon ofereça prazos de entrega mais curtos para clientes na Ásia e na Europa, além de reduzir a dependência de rotas que passam pelos EUA. A empresa espera que os novos centros logísticos na China processem cerca de 500 mil pacotes por dia até o fim de 2027.
"Isso não só melhora a eficiência, mas também nos ajuda a mitigar os riscos geopolíticos associados às tarifas comerciais", acrescentou o porta-voz.
Reações do mercado
Analistas veem a medida como um movimento estratégico diante da crescente rivalidade entre EUA e China. "A Amazon está se antecipando a possíveis sanções ou restrições adicionais", comentou Maria Silva, especialista em comércio internacional da consultoria Oxford Economics.
A ação das ações da Amazon subiu 2,3% na Bolsa de Nova York após o anúncio, refletindo otimismo do mercado quanto à adaptação da empresa.
Perspectivas futuras
A Amazon não descarta expandir ainda mais suas operações na China, incluindo a construção de um centro de distribuição próprio em Pequim. A empresa também estuda parcerias com plataformas locais de e-commerce para ampliar seu alcance no mercado chinês.
Com a nova estratégia, a Amazon espera economizar aproximadamente US$ 150 milhões por ano em custos logísticos, além de fortalecer sua posição global em um cenário de comércio cada vez mais fragmentado.



