Guerra eleva custos de frete marítimo e impacta comércio global
Guerra eleva custos de frete marítimo

O conflito no Oriente Médio e as sanções contra a Rússia estão pressionando os custos do frete marítimo global, com aumentos que chegam a 35% nas rotas mais afetadas, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A situação já impacta o comércio internacional, elevando preços de produtos e gerando atrasos nas entregas.

Aumento dos custos logísticos

Dados da UNCTAD indicam que o frete de um contêiner de 40 pés na rota Ásia-Europa subiu de US$ 1.500 para US$ 2.025 nos últimos três meses. "Isso representa um acréscimo de 35%, o maior desde a pandemia", afirmou Jan Hoffmann, chefe de logística da UNCTAD. As rotas que passam pelo Mar Vermelho e Canal de Suez estão entre as mais críticas, devido aos ataques a navios comerciais.

Impacto nas cadeias de suprimento

Empresas brasileiras que dependem de insumos importados, como componentes eletrônicos e fertilizantes, já sentem o aperto. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que os custos adicionais podem reduzir as margens em até 5% neste trimestre. "O aumento do frete está sendo repassado ao consumidor final, gerando pressão inflacionária", explicou José Augusto de Castro, presidente da AEB.

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Alternativas e perspectivas

Navios estão desviando para rotas mais longas, como o Cabo da Boa Esperança, aumentando o tempo de viagem em até 10 dias. Isso reduz a oferta de contêineres e eleva ainda mais os preços. "A tendência é de manutenção dos custos elevados enquanto persistirem os conflitos", concluiu Hoffmann. Países como Brasil buscam diversificar parceiros comerciais, mas a curto prazo a dependência das rotas tradicionais é grande.

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