O governo de Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, conforme publicação do Escritório do Representante dos Estados Unidos (USTR). A medida, que entra em vigor na próxima quarta-feira, 22, é justificada como punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano.
Itens isentos da tarifa
A lista de produtos brasileiros que serão taxados inclui uma ampla gama de setores, mas o USTR também divulgou uma relação de itens isentos da tarifa. Entre eles estão carne bovina, café, laranja, suco de laranja, partes para fabricação de aviões, petróleo e celulose. A exclusão desses produtos reflete a importância estratégica de setores como o agronegócio e a indústria aeronáutica para a economia brasileira.
Reação do governo brasileiro
O governo Lula repudiou a imposição das tarifas em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) no início da madrugada desta quinta-feira, 16. O Planalto classificou a data como “um marco lastimável” nas relações bilaterais. “A data de 22 de janeiro passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”, afirmou o governo.
Medidas de retaliação
Na nota, o governo brasileiro anunciou que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”, que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra os EUA. Além disso, o Brasil “retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”. A expectativa é que o caso seja levado à OMC para contestar a legalidade da tarifa.
Impacto econômico
A tarifa de 25% deve afetar diretamente setores como siderurgia, calçados e têxteis, que estão entre os principais alvos da medida. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40 bilhões em produtos para os EUA, sendo que a nova taxação pode reduzir significativamente esses números. Especialistas apontam que a medida pode gerar retaliações e prejudicar o comércio bilateral, que movimenta mais de US$ 70 bilhões anualmente.



