Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de um novo tarifaço sobre produtos do Brasil, com alíquota de 25%. A lista de produtos isentos foi ampliada, mas a medida já gera reações no governo brasileiro, que promete acionar a Lei de Reciprocidade.
Detalhes do tarifaço
A nova tarifa incide sobre uma ampla gama de produtos brasileiros exportados para os EUA. O governo americano justificou a medida com base em desequilíbrios comerciais e práticas consideradas desleais. A lista de exceções inclui itens como alimentos e medicamentos, mas setores como siderurgia e agricultura serão afetados.
Reação do Brasil
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, anunciou que vai acionar a Lei de Reciprocidade, que permite retaliar na mesma proporção. “Não vamos aceitar imposições unilaterais. Vamos defender nossos interesses comerciais”, afirmou uma fonte oficial.
Impactos econômicos
Economistas estimam que o tarifaço pode reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até 15% no curto prazo. A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço “se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado” com uma negociação mais eficaz. O setor industrial é um dos mais preocupados, com possíveis perdas de competitividade.
Contexto político
O senador Rubio declarou que “Lula colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo”. Em resposta, Lula afirmou: “É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro”, indicando que a crise comercial tem raízes políticas internas. A oposição também se manifestou, com o PL acionando o TSE para barrar pesquisas presidenciais, em meio ao clima de tensão.



