Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, mas ampliaram a lista de itens isentos da sobretaxa. A medida, que entra em vigor nas próximas semanas, foi justificada pelo governo americano como parte de uma revisão das relações comerciais bilaterais.
Lista de isenções e justificativas
Entre os produtos que permanecem isentos estão matérias-primas essenciais para a indústria americana, como minério de ferro, petróleo bruto e alguns alimentos processados. A justificativa oficial alega que a tarifa visa proteger setores estratégicos dos EUA sem prejudicar cadeias de suprimento críticas. O governo brasileiro, por sua vez, classificou a medida como injustificada e anunciou que vai acionar a Lei de Reciprocidade, permitindo a retaliação comercial contra os EUA.
Reações no Brasil
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a postura do governo federal. Em nota, a entidade afirmou: “O tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado com uma estratégia de negociação mais efetiva”. A Fiesp destacou que a medida americana impacta setores como siderurgia, calçados e têxteis, que já enfrentam dificuldades competitivas.
Impacto econômico e próximos passos
O tarifaço deve afetar exportações brasileiras no valor de aproximadamente US$ 3 bilhões anuais, segundo estimativas iniciais do Ministério da Economia. O governo brasileiro estuda acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e aplicar sobretaxas equivalentes a produtos americanos, como milho, trigo e carne suína. A medida pode elevar a inflação no Brasil e pressionar o câmbio.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “Lula colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo”. Em resposta, o presidente Lula declarou: “É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro”. A tensão comercial ocorre em meio a divergências políticas entre os dois países.
Contexto político e diplomático
A Casa Branca justifica a tarifa como resposta a práticas comerciais consideradas desleais, como subsídios agrícolas e barreiras não tarifárias brasileiras. O Brasil, no entanto, nega as acusações e aponta que a medida americana viola acordos da OMC. A expectativa é de que as negociações se intensifiquem nas próximas semanas, com mediação de organismos multilaterais.



