O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos do Brasil, mas ampliou a lista de itens isentos da medida. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira e já gera preocupação no setor industrial brasileiro, que alerta para possíveis reduções nas exportações e impactos em 20 estados.
Detalhes do novo tarifaço
A nova tarifa de 25% incidirá sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, incluindo aço, alumínio e químicos. No entanto, o governo americano ampliou a lista de exceções, que agora inclui itens como medicamentos, alimentos processados e componentes eletrônicos. A justificativa oficial é proteger a indústria doméstica dos EUA, mas a medida é vista como retaliação a políticas comerciais brasileiras.
Impacto na economia brasileira
A indústria brasileira estima que o tarifaço pode reduzir as exportações em até US$ 5 bilhões no primeiro ano, afetando diretamente 20 estados. Setores como siderurgia, metalurgia e química serão os mais atingidos. "Estamos muito preocupados com o impacto nas cadeias produtivas e no emprego", afirmou João Carlos de Souza, presidente da Associação Brasileira de Indústria (ABI).
Reações políticas
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o presidente Lula, afirmando que "Lula colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo". Em resposta, Lula declarou que "é triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro", insinuando que a medida é resultado de alinhamentos políticos anteriores.
Perspectivas e negociações
O governo brasileiro já iniciou contatos diplomáticos para reverter a decisão, mas as perspectivas são incertas. Enquanto isso, o mercado financeiro reage com cautela: o Ibovespa opera em baixa, e o dólar sobe. Especialistas recomendam cautela com investimentos em setores expostos ao comércio exterior.



