EUA registram 187 mil pedidos de seguro-desemprego
EUA: 187 mil pedidos de seguro-desemprego na semana

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 187 mil na semana encerrada em 17 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela Reuters, que esperavam 195 mil solicitações.

Queda inesperada reforça resiliência do mercado de trabalho

O número representa uma redução de 7 mil pedidos em relação à semana anterior, quando foram registrados 194 mil pedidos (dado revisado). A média móvel de quatro semanas, que suaviza volatilidades, caiu para 192 mil, contra 195,5 mil na semana anterior.

Segundo o Departamento do Trabalho, o número de segurados contínuos — aqueles que já recebem o benefício há mais de uma semana — foi de 1,751 milhão na semana de 10 de julho, abaixo dos 1,78 milhão da semana anterior e também inferior à expectativa de 1,83 milhão.

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Impacto na política monetária do Fed

Os dados robustos do mercado de trabalho americano têm sido um dos fatores que mantêm o Federal Reserve (Fed) cauteloso quanto ao início do ciclo de cortes de juros. A taxa de desemprego permanece em 3,6%, próxima dos mínimos históricos, enquanto a criação de vagas segue forte.

“O mercado de trabalho continua mostrando força, com pedidos de seguro-desemprego em níveis historicamente baixos. Isso dá ao Fed espaço para manter os juros elevados por mais tempo no combate à inflação”, avaliou o economista-chefe do banco XYZ, em nota a clientes.

Contexto econômico mais amplo

Apesar da resiliência do emprego, a economia americana enfrenta desafios como a inflação persistente e o aperto nas condições de crédito. O índice de preços ao consumidor (CPI) de junho subiu 3,0% na base anual, ainda acima da meta de 2% do Fed.

O relatório de pedidos de seguro-desemprego é um dos indicadores mais acompanhados pelo mercado por oferecer uma leitura semanal da saúde do mercado de trabalho. Números consistentemente baixos sugerem que as demissões são raras, sinalizando confiança das empresas na economia.

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