Dólar forte, guerra e inflação: o que move os mercados hoje
Dólar forte, guerra e inflação: o que move os mercados

O dólar forte está de volta e os mercados globais reagem com volatilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval ao Irã, incluindo a cobrança de 20% sobre cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz. A medida elevou o petróleo e renovou temores inflacionários, derrubando o Ibovespa, o Bitcoin e os principais índices de Wall Street.

Ibovespa e mercados internacionais em queda

O Ibovespa intensificou as perdas nesta segunda-feira, pressionado pela aversão ao risco global. O índice brasileiro acompanhou o movimento negativo de Nova York: o Nasdaq e o S&P 500 perderam força, com investidores cautelosos diante da escalada geopolítica e da temporada de balanços corporativos. O petróleo Brent disparou, alimentando preocupações com a inflação e a política monetária dos bancos centrais.

O Bitcoin também caiu, refletindo o temor renovado de inflação e a alta do petróleo, que tradicionalmente desvia capital de ativos de risco. Criptomoedas são vistas como hedge em cenários de inflação, mas a correlação com ativos arriscados tem prevalecido no curto prazo.

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Reação do Irã e riscos de retaliação militar

O Irã rejeitou o controle dos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz e ameaçou retaliação militar. O estreito é uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo, e qualquer interrupção pode elevar ainda mais os preços da commodity. A Casa Branca, por sua vez, afirma que a medida visa conter a influência iraniana na região, mas analistas apontam que a decisão contraria evidências de queda da inflação e dos preços do petróleo, como o próprio Trump declarou recentemente.

Impacto na América Latina e no Brasil

De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o maior impacto da guerra para a região foi na inflação. O Brasil, em particular, sofre com a alta dos combustíveis e a pressão sobre os preços. O Goldman Sachs vê fim gradual da dependência de Ormuz com a expansão de oleodutos na região, mas o curto prazo ainda é de incerteza.

No mercado de ações, bancos elevaram apostas em Vibra e Ultrapar, com margens acima do esperado, e o JPMorgan reiterou preferência por Suzano (SUZB3) em meio a riscos climáticos do El Niño. O Bradesco BBI aponta que a temporada do 2º trimestre pode reforçar a aposta em Bolsa brasileira barata.

Renda fixa e recomendações de portfólio

Na renda fixa, o Tesouro Direto oferece taxas de CDBs, LCIs e LCAs, mas investidores questionam se o IPCA+8% ainda é atrativo. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00, enquanto recomenda ajustes no portfólio para o 2º semestre, equilibrando renda fixa e bolsa.

Política e greve dos caminhoneiros

No cenário político, foi anunciada hoje uma greve dos caminhoneiros, que pode agravar a logística e pressionar ainda mais os preços. O estado de Motta recebeu sem transparência 43% das emendas de liderança do partido, e o STF avalia bloquear R$ 6,15 milhões em bens de Eduardo Cunha. Michelle reorganiza sua atuação política após crise com Flávio Bolsonaro.

Mundo: incêndios, guerra e novas cédulas

Na Europa, um incêndio florestal assola região próxima a Paris em meio a onda de calor. O Reino Unido designará a Guarda Revolucionária do Irã como ameaça à segurança nacional. Na Ucrânia, a guerra elevou a demanda por dinheiro, e o banco central local lançou cédula de 2.000 hryvnia.

O mercado de seguros também ganha destaque: lesões, aposentadoria precoce e renda são temas centrais para jogadores de futebol, enquanto a IA acelera pagamentos de indenizações.

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