Fabricante chinesa de chips CXMT dispara 500% na estreia e se torna empresa mais valiosa
CXMT dispara 500% na estreia e se torna a empresa mais valiosa da China

A ChangXin Memory Technologies (CXMT), principal fabricante chinesa de chips de memória, estreou na Bolsa de Xangai com uma valorização impressionante de 500% em suas ações, tornando-se instantaneamente a empresa mais valiosa da China. O feito ocorre em meio à crescente demanda global por semicondutores impulsionada pela inteligência artificial (IA).

Estreia Explosiva na Bolsa de Xangai

As ações da CXMT abriram a 66,6 yuans cada, already uma valorização de 500% em relação ao preço da oferta pública inicial (IPO). A empresa levantou 66,6 bilhões de yuans (cerca de US$ 9,2 bilhões) na maior IPO do ano na Ásia. A gigante americana Apple está entre os investidores que demonstraram interesse, segundo fontes do mercado.

Detalhes da Oferta Pública Inicial

A oferta foi liderada por bancos chineses e internacionais, com forte demanda de fundos soberanos e investidores institucionais. A CXMT planeja usar os recursos para expandir sua capacidade de produção de DRAM e NAND Flash, além de investir em pesquisa e desenvolvimento de chips de próxima geração para IA.

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Planos de Expansão e Competição Global

A CXMT pretende competir diretamente com as gigantes sul-coreanas Samsung Electronics e SK hynix, além da americana Micron Technology, no mercado global de semicondutores. A empresa já anunciou planos para construir uma nova fábrica em Xangai, com previsão de início de operações em 2028, focada na produção de chips de memória de alta largura de banda (HBM) usados em servidores de IA.

Impacto no Mercado de Semicondutores

Especialistas apontam que a entrada agressiva da CXMT pode redefinir o equilíbrio de poder no setor, especialmente em um momento de tensões geopolíticas entre China e Estados Unidos. “A CXMT está se beneficiando do apoio do governo chinês e da demanda explosiva por IA”, afirmou um analista de tecnologia da consultoria Gartner. A empresa já possui contratos com grandes clientes chineses, como Huawei e Alibaba, para fornecimento de chips para data centers.

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