BlackRock corta recomendação para emergentes, mas vê 'megaforças' no Brasil
BlackRock corta emergentes, mas vê 'megaforças' no Brasil

Em um movimento que surpreendeu parte do mercado, a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, cortou sua recomendação para bolsas emergentes, mas fez questão de citar o Brasil como um dos países com potencial de destaque, impulsionado por 'megaforças' estruturais. A decisão foi divulgada em relatório recente, no qual a gestora pondera riscos globais, mas aponta oportunidades específicas no mercado brasileiro.

Megaforças no radar da BlackRock

Segundo o relatório, as 'megaforças' são tendências de longo prazo que moldam a economia global, como transformação digital, inteligência artificial, transição energética e mudanças demográficas. No Brasil, a BlackRock vê potencial em setores como energia limpa, agronegócio tecnológico e infraestrutura digital. 'O Brasil tem condições de se beneficiar dessas forças, especialmente em energia renovável e inovação', afirma o documento.

A gestora, no entanto, reduziu a exposição recomendada a emergentes como um todo, citando incertezas macroeconômicas, juros elevados nos Estados Unidos e tensões geopolíticas. 'Estamos mais seletivos, mas o Brasil aparece como uma das estrelas dentro desse universo', destaca a BlackRock.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto no mercado brasileiro

A notícia foi bem recebida por investidores locais, que veem na menção positiva um sinal de confiança estrangeira. Especialistas lembram que a BlackRock já havia aumentado sua exposição ao Brasil em 2024, especialmente em ações de empresas ligadas a commodities e tecnologia. 'A sinalização da BlackRock pode atrair outros fundos globais', avalia um analista de mercado.

No entanto, o corte geral para emergentes reflete um cenário de cautela. 'O Brasil não está imune aos ventos contrários, mas as megaforças podem oferecer uma blindagem relativa', pondera o relatório.

O que são as megaforças?

A BlackRock define megaforças como 'mudanças estruturais que ocorrem independentemente do ciclo econômico'. Entre elas, estão a disrupção tecnológica, a descarbonização da economia, o envelhecimento populacional e a fragmentação geopolítica. No Brasil, a energia limpa (como eólica e solar) e o agronegócio de precisão são exemplos de setores que se alinham a essas tendências.

A gestora recomenda que investidores busquem exposição a essas áreas, mesmo em meio à volatilidade de curto prazo. 'Empresas que se beneficiam das megaforças tendem a ter crescimento mais resiliente', conclui.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar