Atletas 40+ redefinem longevidade e combatem etarismo no esporte
Atletas 40+ redefinem longevidade e combatem etarismo

Jogadores com mais de 40 anos em competições internacionais de elite, como a Copa do Mundo de 2026, já não são exceção. Lionel Messi (39 anos), Luka Modric (40) e Cristiano Ronaldo (41) seguem em alto rendimento, simbolizando uma transformação que vai além do esporte.

Medicina e nutrição ampliam carreira dos atletas

Até poucas décadas, os 30 anos marcavam o início do declínio. Hoje, avanços em medicina esportiva, nutrição, tecnologia e treinamento estendem a permanência em atividade, afirma Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG. O fenômeno ocorre em um contexto de envelhecimento populacional e aumento da expectativa de vida.

“Quando observamos atletas com mais de 40 anos se destacando em competições de alto nível, somos levados a questionar esses conceitos. A idade cronológica, por si só, não deve ser utilizada como medida de potencial ou competência”, diz Leitão.

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Lições para o mercado de trabalho

Marcos Ferreira, especialista em longevidade e pós-carreira, destaca que a longevidade esportiva traz lições práticas para profissionais de diversos setores. “Assim como atletas de elite, o trabalhador deve tratar sua saúde física e cognitiva como um ativo econômico por meio da manutenção preventiva e aprimoramento de habilidades”, afirma.

Ferreira recomenda uma combinação de cuidados com saúde, atualização profissional e planejamento de longo prazo. Ele cita seis pilares: visão de futuro, organização financeira, autoconhecimento, relações pessoais e profissionais, aprendizagem contínua e construção de marca pessoal.

Planejamento financeiro para uma vida mais longa

Com o aumento da longevidade, cresce a necessidade de fontes de renda que garantam autonomia por mais tempo após a aposentadoria. “Para a maioria, a previdência pública será insuficiente. Planejar como gerar renda no futuro e contar com patrimônio suficiente é aconselhável”, diz Ferreira.

Alternativas como previdência privada, investimentos, imóveis, consultorias e empreendedorismo podem complementar a renda, garantindo autonomia “por mais 20 ou 30 anos após os 60”.

Crenças superadas pela longevidade no futebol

O Instituto de Longevidade MAG lista cinco crenças que a longevidade no futebol ajuda a questionar:

  • Alta performance não termina necessariamente aos 40 anos.
  • A idade cronológica não determina a capacidade de uma pessoa.
  • Experiência e conhecimento acumulado podem ser vantagens competitivas.
  • Envelhecer não significa perder relevância profissional ou social.
  • A convivência entre gerações gera mais benefícios do que a simples substituição de profissionais mais experientes.

Ferreira conclui: “Planejar o dia seguinte ainda no auge faz com que você saia de cena com reputação preservada e pronto para protagonizar uma nova fase produtiva sem depender de uma organização.”

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