O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou satisfação com a decisão de destituir Karim Khan do cargo de promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI). Em publicação na rede social X, Netanyahu associou a remoção às acusações de assédio sexual envolvendo mulheres que trabalhavam sob a chefia de Khan.
Alegações de assédio e a visita cancelada
Segundo Netanyahu, foi após a divulgação dessas denúncias que Khan cancelou uma visita planejada a Israel e abandonou o compromisso de analisar “minuciosamente” o sistema judicial independente israelense. Em vez disso, passou a buscar mandados de prisão contra o premiê e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Conversa com secretário de Estado dos EUA
Netanyahu relatou que conversou na noite anterior com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. De acordo com o premiê, Rubio teria reiterado a disposição do país de agir contra o TPI. Netanyahu criticou o tribunal, afirmando que ele “mina a justiça, ataca nações democráticas e soberanas” e tenta subordinar a segurança desses países às decisões de autoridades “não eleitas e corruptas” em Haia.
Contexto: mandado de prisão e reação de Nova York
Netanyahu foi condenado pelo TPI por crimes de guerra, gerando repercussão internacional. Recentemente, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ameaçou cumprir o mandado de prisão contra o israelense quando ele estivesse na cidade. Mamdani, porém, recuou e admitiu que o município não tinha autoridade para efetuar a detenção, mas pediu que o governo federal o fizesse.
A remoção de Karim Khan ocorre em meio a investigações internas do TPI sobre as acusações de assédio. A decisão foi tomada após um painel independente considerar as alegações críveis. O caso reacende o debate sobre a imparcialidade do tribunal e suas ações contra líderes israelenses.



