O ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, reafirmou nesta quarta-feira, 22, a doutrina de defesa “olho por olho” de Teerã, enfatizando que qualquer agressão contra o país persa, incluindo a infraestrutura, obrigará uma “resposta poderosa e decisiva”.
“Aqueles que contribuírem para tal agressão, qualquer que seja o tipo de apoio, também serão considerados alvos legítimos”, acrescentou ele na rede X.
Contexto de tensão crescente
As declarações ocorrem em meio a uma escalada militar entre Estados Unidos e Irã. As forças dos EUA lançaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, rompendo um cessar-fogo que estava em vigor enquanto as partes negociavam um acordo para o fim da guerra. Há quase duas semanas, os combates recomeçaram.
O Irã nega atividade nuclear em uma montanha e acusa os EUA de criar pretexto para ataques. Teerã afirma que o local citado pelo presidente Donald Trump não abriga centrífugas e critica o silêncio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diante das ameaças americanas de bombardeio ao complexo subterrâneo.
Críticas ao Congresso dos EUA e à Europa
O porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, chamou de “vergonhosa” a audiência no Congresso dos Estados Unidos do secretário da Guerra Pete Hegseth, na qual nenhuma pergunta teria sido feita sobre as dimensões humanas desta “guerra cruel”.
Em reunião nesta quarta com 25 embaixadores e encarregados de negócios europeus, o vice-ministro das Relações Exteriores e negociador do Irã, Kazem Gharibabadi, reforçou que o conflito não gera nenhum avanço estratégico para os EUA e apenas coloca em risco a paz e a segurança regional e global. “Além disso, espera-se que a Europa proteja a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, e condene a agressão”, escreveu no X.
Segundo Gharibabadi, é necessário que os governos europeus prestem atenção ao fato de que disponibilizar bases e território “ao agressor os colocará na categoria de agressores”.
Aviso sobre minas no Estreito de Ormuz
O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Sardar Mahbi, alertou as empresas de navegação que a rota ao sul do Estreito de Ormuz está minada. “Não caiam no engodo da América, a assassina de crianças”, pontuou na rede social.



