A Igreja Presbiteriana Unida (IPU) do Brasil aprovou, em assembleia geral realizada em Salvador, a inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ como membros e pastores. A decisão, anunciada em 23 de julho de 2026, não é obrigatória para as comunidades locais, mas permite que cada igreja decida acolher ou não fiéis e líderes homoafetivos sem discriminação.
Decisão histórica contra a discriminação
A assembleia da IPU reafirmou o posicionamento da denominação contra discursos de ódio e práticas como a chamada 'cura gay'. A medida reconhece os direitos de pessoas LGBTQIAPN+ dentro da igreja, alinhando-se a outras denominações progressistas, como a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que já haviam tomado decisões semelhantes.
Segundo a resolução aprovada, a IPU 'rechaça toda forma de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero' e incentiva o acolhimento pastoral. A decisão não impõe a inclusão, mas autoriza que comunidades locais que desejem fazê-lo possam ordenar pastores LGBTQIAPN+ e receber membros sem restrições.
Reações e contexto
A medida gerou reações diversas entre os fiéis. Líderes da IPU destacaram que a decisão segue os princípios de amor e justiça social defendidos pela denominação. 'A igreja deve ser um espaço de acolhimento para todos, sem exceção', afirmou o pastor responsável pela comunicação da IPU, em nota oficial.
Críticos apontam que a decisão pode causar divisões, mas a IPU ressaltou que a autonomia das comunidades locais é preservada. A assembleia contou com a participação de delegados de todo o Brasil e a aprovação ocorreu após debates teológicos e pastorais.
Impacto no cenário religioso brasileiro
A IPU torna-se uma das poucas igrejas protestantes históricas no Brasil a adotar uma posição explícita de inclusão LGBTQIAPN+. A decisão contrasta com a maioria das denominações evangélicas, que mantêm posições conservadoras sobre sexualidade.
Especialistas avaliam que a medida pode influenciar outras igrejas a debater o tema. 'A IPU dá um passo corajoso em um contexto de crescente polarização religiosa', comentou um analista de religião. A decisão também reforça a defesa dos direitos humanos dentro do campo religioso.



