Desde 2024, a China estaria recrutando ativamente cientistas americanos como parte de uma suposta 'missão em busca da dominação global da medicina e tecnologia', conforme reportagem do jornal New York Post.
Deserções em massa na ciência americana
Pelo menos 105 dos 'melhores cientistas da América' já teriam deixado os Estados Unidos para trabalhar na China. 'Quase metade da recente onda de deserções no último ano ocorreu nas áreas de biotecnologia e medicina', afirma o jornal. Outros desertores atuam em campos como ciência espacial, mudanças climáticas, computadores e semicondutores.
Salários e benefícios tentadores
Charles Lieber, professor de Harvard, teria trocado os EUA pela promessa de um salário de US$ 750 mil (cerca de R$ 4 milhões) na China, além de ajudas de custo de quase R$ 1 milhão. Outros pesquisadores que se mudaram incluem Zhonghua Gao, especialista em desenvolvimento cerebral; o renomado biólogo Xianzhong Xu; o virologista Haitao Hu; Omar Yaghi, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2023; e o astrofísico Liang Dai.
Fuga de cérebros e liberdade regulatória
Roberta Shapiro, professora do Centro Médico da Universidade de Columbia e diretora médica da Crescel, disse ao NY Post que 'há mais interesse no que a China está desenvolvendo'. Ela acrescentou: 'Eles estão investindo pesado em recrutamento nos EUA, e há interesse entre os cientistas americanos porque eles têm muito mais liberdade para desenvolver tratamentos na China, em contraste com as restrições regulatórias que nos limitam neste país'.



