UE fecha acordo com Ucrânia para produção de drones
UE e Ucrânia firmam acordo para produção de drones

A União Europeia (UE) firmou um acordo histórico com a Ucrânia para a produção conjunta de drones militares, anunciaram autoridades nesta quarta-feira. O pacto, assinado em Bruxelas, prevê a transferência de tecnologia e investimentos em fábricas ucranianas, com o objetivo de aumentar a capacidade de defesa do país e integrar sua indústria bélica ao mercado europeu.

Detalhes do acordo

O acordo foi celebrado entre a Comissão Europeia e o Ministério da Defesa da Ucrânia, durante uma cúpula sobre segurança. Segundo o comissário europeu para Indústria e Defesa, Thierry Breton, o pacto permitirá que a Ucrânia produza drones de última geração, como o modelo Bayraktar TB2, sob licença europeia. "Este é um passo crucial para fortalecer a autonomia estratégica da Ucrânia e da Europa", afirmou Breton, em coletiva de imprensa.

O documento estabelece uma parceria de 10 anos, com investimento inicial de 500 milhões de euros, provenientes do Fundo Europeu de Defesa. A produção será realizada em três plantas industriais: duas na Ucrânia (uma em Kiev e outra em Lviv) e uma na Polônia, para garantir a logística de suprimentos.

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Impacto na guerra e na economia

A produção de drones é vista como essencial para a Ucrânia, que enfrenta a invasão russa desde 2022. Drones têm sido usados para reconhecimento, ataques de precisão e defesa antiaérea. Com o acordo, a expectativa é que a Ucrânia possa fabricar até 1.000 drones por mês a partir de 2027, triplicando a capacidade atual.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, celebrou o acordo em suas redes sociais: "Esta cooperação não apenas fortalece nossa defesa, mas também cria empregos e impulsiona nossa economia. Agradeço à UE pela confiança." A indústria de defesa ucraniana emprega atualmente cerca de 50 mil pessoas, e o acordo deve gerar mais 10 mil postos de trabalho diretos.

Reações e desafios

Analistas apontam que o acordo pode acelerar a integração da Ucrânia à UE, embora haja desafios tecnológicos e de segurança. A Rússia criticou a iniciativa, classificando-a como "provocação" e prometendo retaliação. O Kremlin afirmou que "qualquer produção militar no território ucraniano é alvo legítimo" das forças russas.

Apesar das tensões, a UE reforça que o acordo está em conformidade com o direito internacional e que a produção será protegida por sistemas de defesa aérea. A primeira entrega de drones está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

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