Trump encerra acordo com Irã e petróleo Brent dispara 5%
Trump encerra acordo com Irã e petróleo Brent dispara 5%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do acordo com o Irã, gerando novas tensões no Oriente Médio e elevando o preço do petróleo. O barril do Brent disparou 5% nesta quarta-feira, enquanto o dólar subiu diante da aversão a risco nos mercados globais.

Declaração de Trump e reação imediata

“Para mim, acho que acabou. É uma perda de tempo lidar com eles”, disse Trump, referindo-se ao acordo que havia sido mediado por administrações anteriores. A declaração foi feita após novos ataques na região, que quebraram o cessar-fogo vigente.

O anúncio reacendeu o temor de uma nova guerra no Oriente Médio, com impactos diretos sobre o mercado de commodities e a geopolítica global. O petróleo Brent, referência internacional, saltou para mais de US$ 85 o barril, impulsionado pela expectativa de interrupção no fornecimento iraniano.

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Impacto nos mercados financeiros

O dólar comercial registrou alta de 0,8% frente ao real, cotado a R$ 5,40, refletindo a fuga de investidores para ativos considerados mais seguros. A Bolsa de Valores brasileira (B3) operava em queda, com o Ibovespa recuando 1,2% por volta das 11h.

“O mercado reagiu negativamente à ruptura do acordo, pois aumenta a incerteza sobre a estabilidade energética global”, analisou um economista do Banco XP. “O risco de sanções mais duras ao Irã pode elevar ainda mais os preços do petróleo e pressionar a inflação mundial.”

Repercussão internacional

O Irã classificou a decisão de Trump como “violação do memorando de fim da guerra” e prometeu retaliação. O governo iraniano afirmou que as novas sanções impostas pelos EUA ao petróleo iraniano são ilegais e que buscarão vias diplomáticas para reverter a medida.

Analistas apontam que o fim do acordo pode levar a um aumento das tensões militares na região, envolvendo aliados como Arábia Saudita e Israel. O Conselho de Segurança da ONU deve ser convocado para discutir a situação.

Consequências para o Brasil

O Brasil, como importador de derivados de petróleo, pode sentir o impacto com a alta dos combustíveis. A Petrobras ainda não anunciou reajustes, mas especialistas preveem que a estatal poderá elevar os preços da gasolina e do diesel nas próximas semanas.

Além disso, a aversão a risco global tende a encarecer o crédito externo para empresas brasileiras e pressionar o câmbio. O mercado de ações local pode sofrer com a saída de investidores estrangeiros.

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