Haddad resistiu a ser candidato em SP e diz que Tarcísio mente sobre economia
Haddad resistiu a ser candidato em SP e diz que Tarcísio mente sobre economia

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira (7) que resistiu a 'virar a chave' e se candidatar, pois estava focado em questões nacionais. Segundo ele, o presidente Lula o convenceu após longas conversas, argumentando que precisava de um candidato forte no estado.

Haddad criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que o acusou de 'quebrar o Brasil'. 'Ele não precisa agradecer, mas não precisa mentir. Fica quieto', disse Haddad durante palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso. O ex-ministro afirmou que São Paulo estaria em situação fiscal difícil sem o apoio federal na renegociação de dívidas.

Haddad também criticou a imprensa, dizendo que não vê jornais fazendo seu trabalho 'em relação à administração Tarcísio', e ironizou editoriais da Folha. Ele listou problemas em segurança, educação e saúde no estado, mencionando insatisfação na Polícia Militar, Civil e magistérios.

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No plano nacional, Haddad disse estar otimista, mas teme percalços políticos. Defendeu equilíbrio fiscal e criticou a 'esquerda estereotipada' que nega limites de gastos. Afirmou que o ajuste das contas pode ser feito por aumento de receita ou corte de despesas, e que 'o sacrifício maior não pode ser de quem ganha um salário mínimo'.

Em entrevista a jornalistas, Haddad disse que as pessoas não sabem quem é Flávio Bolsonaro e espera que a campanha mostre 'como ele angariou esse patrimônio'. Também defendeu transparência nas investigações sobre o Banco Master.

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