Um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela na quarta-feira (24), com epicentro em El Guayabo, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor foi sentido em Caracas, onde prédios desabaram e autoridades confirmaram mortes. Também foi percebido em várias localidades da região Norte do Brasil, como Manaus, Belém do Pará, Amapá e Roraima, onde moradores deixaram prédios.
Dois tremores consecutivos
O USGS reportou dois terremotos com epicentros separados por apenas 5 km: um de magnitude 7,2 e outro de 7,5. Eles são os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos. A projeção do USGS indica que pode haver milhares de mortos: “É provável que haja um elevado número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”.
Desabamentos e vítimas em Caracas
“Alguns prédios vieram abaixo (em Caracas) e casas desabaram”, disse o ministro do Interior, Diosdado Cabello, na televisão estatal. Ele não apresentou estimativas iniciais de mortos ou feridos, mas afirmou que protocolos estavam sendo seguidos para obter mais informações. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o maior do país, também foi afetado.
Alertas de tsunami e réplicas
Alertas de tsunami foram emitidos para ilhas do Caribe, mas posteriormente retirados. Um terremoto de magnitude 6,9 também atingiu a principal ilha do Japão, Honshu. De acordo com a Reuters, moradores de Caracas correram para evacuar prédios enquanto o terremoto sacudia as construções; rachaduras surgiram na fachada de um edifício.
Contexto histórico
Muitos venezuelanos estavam em casa celebrando um feriado que comemora uma vitória militar de 1821, que garantiu a independência do país em relação à Espanha. O terremoto foi seguido por diversos tremores secundários sentidos até em partes da Colômbia. Caracas havia sofrido um grande terremoto pela última vez em 29 de julho de 1967, de magnitude 6,6, que deixou entre 225 e 300 mortos e mais de 1.500 feridos.



