Tarifaço dos EUA sobre Brasil pode ter impacto menor que o esperado
Tarifaço dos EUA sobre Brasil pode ter impacto menor

A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor, mas o impacto pode ser menor do que o inicialmente previsto. O governo americano ampliou a lista de produtos isentos, o que reduz o alcance da medida. Em contrapartida, o governo brasileiro anunciou que acionará a Lei de Reciprocidade, uma ferramenta legal que permite retaliações comerciais proporcionais.

Lista de isenções e justificativas

A administração americana justificou a ampliação das isenções com base em interesses estratégicos e na necessidade de evitar desabastecimento de insumos essenciais. Entre os produtos que ficaram de fora da tarifa estão componentes eletrônicos, medicamentos e alguns alimentos processados. A decisão foi tomada após consultas a setores industriais dos EUA que dependem de importações brasileiras.

Reação do governo brasileiro

O governo federal, por meio do Ministério da Economia, afirmou que vai acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada em 2023, que permite ao Brasil aplicar tarifas equivalentes sobre produtos americanos. "Não vamos aceitar medidas unilaterais que prejudiquem nossa economia", disse o ministro em nota oficial. A medida pode afetar exportações americanas de milho, trigo e carne suína.

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Impacto nos mercados

O Ibovespa Futuro registrou leve alta nesta quinta-feira, refletindo a expectativa de que o tarifaço tenha efeito limitado. O dólar opera estável, enquanto os juros futuros caem. Analistas avaliam que a ampliação das isenções reduz o impacto negativo sobre o PIB brasileiro, que poderia perder até 0,3 ponto percentual com a tarifa original.

Críticas da indústria

A Fiesp criticou a postura do governo federal, afirmando que o tarifaço "se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado". A entidade defendeu negociações diretas com os EUA para evitar a escalada tarifária. "Precisamos de uma política comercial mais ativa", declarou o presidente da Fiesp.

Contexto global

O tarifaço americano também afeta outros países, como China e União Europeia, que já anunciaram retaliações. Especialistas temem uma guerra comercial global, que poderia desacelerar o crescimento mundial. O Brasil, por sua vez, busca diversificar seus parceiros comerciais, com acordos recentes com a Ásia e a América Latina.

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