Reino Unido acusa Irã por ataques antissemitas e mira Guarda Revolucionária
Reino Unido acusa Irã por ataques antissemitas e mira Guarda Revolucionária

O governo do Reino Unido anunciou, nesta quarta-feira, a ligação direta do Irã a uma série de ataques antissemitas ocorridos na Europa, e prepara uma nova legislação para classificar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista. A medida faz parte de um pacote de segurança nacional que também inclui a designação de outros grupos, como o HAYI e o Corpo de Voluntários russo.

Ações contra comunidades judaicas e jornalistas

De acordo com autoridades britânicas, o grupo ligado a Teerã esteve por trás de ações violentas contra comunidades judaicas, jornalistas e interesses israelenses em solo europeu. As investigações apontam o envolvimento de redes criminosas e aliados do Irã na execução dos ataques, que teriam sido coordenados pela IRGC.

“Temos evidências claras de que o Irã, por meio da Guarda Revolucionária, financiou e dirigiu ataques contra alvos judaicos e israelenses no Reino Unido e em outros países europeus”, afirmou um porta-voz do Ministério do Interior britânico. “Essa nova lei nos dará ferramentas mais eficazes para combater essas ameaças estrangeiras.”

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Legislação antiterrorismo ampliada

A proposta de lei, que será submetida ao Parlamento nas próximas semanas, prevê a inclusão da IRGC na lista de organizações terroristas proibidas no Reino Unido. Atualmente, o grupo já é alvo de sanções, mas não era formalmente classificado como terrorista. A medida também abrangerá o HAYI, uma milícia xiita com atuação no Oriente Médio, e o Corpo de Voluntários russo, grupo paramilitar que opera na Ucrânia.

“Estamos endurecendo nossa postura contra regimes que patrocinam o terrorismo além de suas fronteiras”, declarou o secretário de Relações Exteriores britânico. “A IRGC não é apenas uma força militar; é um braço do regime iraniano que promove violência e instabilidade global.”

Impacto na segurança nacional

Especialistas em segurança avaliam que a classificação como terrorista permitirá ao Reino Unido processar criminalmente qualquer pessoa que apoie ou integre a Guarda Revolucionária, além de facilitar o congelamento de ativos e a proibição de viagens de seus membros. A decisão ocorre em meio a um aumento de incidentes antissemitas na Europa, que segundo relatórios de inteligência, têm conexões com o Irã.

“Essa é uma resposta necessária a uma ameaça concreta”, disse um analista de segurança. “O Reino Unido está alinhando sua política à dos Estados Unidos, que já designaram a IRGC como organização terrorista estrangeira.”

O governo iraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta britânica, mas em declarações anteriores classificou acusações semelhantes como “propaganda infundada”.

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