O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, foi condenado nesta sexta-feira (24) pela Justiça sul-coreana a pagar 944 bilhões de wons (cerca de R$ 3,5 bilhões) à ex-esposa, Roh Soh-yeong, como parte do acordo de divórcio. A quantia, embora seja a maior já concedida em um divórcio no país, é inferior aos 1,38 trilhão de wons (aproximadamente R$ 5,1 bilhões) determinados em decisão anterior.
Impacto no mercado e no conglomerado
Após o anúncio, as ações da holding SK fecharam em queda de 3,8%, enquanto os papéis da SK Hynix, principal fabricante de chips do grupo, recuaram 8,3% na Bolsa de Seul. Especialistas avaliam que Chey pode precisar vender parte de suas ações ou usá-las como garantia para levantar os recursos, mas acreditam que isso não deve comprometer seu controle sobre o Grupo SK, o segundo maior conglomerado da Coreia do Sul.
Contexto do crescimento da fortuna
O caso ganhou destaque porque a fortuna do grupo cresceu significativamente com o avanço da inteligência artificial. A SK Hynix tornou-se uma das principais fornecedoras de memórias para processadores de IA da Nvidia, beneficiando-se da alta demanda por semicondutores avançados.
Decisão judicial e divisão de bens
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul já havia decidido que um suposto apoio financeiro dado ao grupo pelo pai de Roh, o ex-presidente Roh Tae-woo, não poderia ser considerado na divisão dos bens. Segundo o tribunal, as ações de Chey na holding SK fazem parte do patrimônio do casal porque foram adquiridas durante o casamento e aumentaram de valor com a contribuição de ambos. Os juízes consideraram que Roh colaborou para esse patrimônio ao cuidar dos filhos, da casa e ao participar de atividades relacionadas ao grupo empresarial.
Pagamento em dinheiro e possibilidade de recurso
Apesar da decisão, Chey continuará como dono das ações. Em vez de transferir parte dos papéis para a ex-esposa, ele fará o pagamento em dinheiro, preservando sua participação e o controle sobre o conglomerado. A decisão ainda pode ser alvo de recurso e voltar a ser analisada pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul.



