O Rio de Janeiro registrou um aumento de 22,7% nos roubos e furtos de celulares em 2025, na contramão da tendência nacional de queda de 7,7%. Com 72.187 ocorrências, a capital fluminense está entre as 20 piores cidades do ranking nacional, com 793,7 casos por 100 mil habitantes.
Dados do levantamento
Os números fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que analisou dados de todas as capitais brasileiras. Enquanto a média nacional apresentou redução de 7,7% nos crimes dessa natureza, o estado do Rio de Janeiro foi um dos dois únicos a registrar aumento, ao lado de Roraima.
Durante o carnaval de 2025, os furtos e roubos de celulares na capital fluminense cresceram 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Centro do Rio foi apontado como a área mais afetada, concentrando grande parte das ocorrências.
Impacto e contexto
O aumento expressivo coloca a cidade do Rio de Janeiro em posição de alerta no ranking nacional. A taxa de 793,7 casos por 100 mil habitantes é superior à média das demais capitais, que ficou em 512,4. Especialistas apontam que a concentração de eventos e o fluxo intenso de pessoas em áreas turísticas contribuem para a elevação dos índices.
Segundo o coordenador do estudo, Renato Sérgio de Lima, "os dados mostram que, apesar da queda nacional, algumas regiões ainda enfrentam desafios significativos no combate a esse tipo de crime". Ele destaca a necessidade de ações específicas para o Rio de Janeiro, como reforço policial em áreas de grande circulação e campanhas de prevenção.
Recomendações
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública recomenda que moradores e turistas redobrem a atenção ao usar celulares em locais públicos, especialmente no Centro e durante grandes eventos. A orientação é evitar o uso do aparelho em vias movimentadas e manter o dispositivo sempre à vista.



