O príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdullah bin Abdulaziz bin Jalawi al Saud, de 29 anos, foi encontrado morto em um quarto do hotel Marriott, na Cromwell Road, oeste de Londres. O inquérito conduzido pelas autoridades britânicas concluiu que a causa da morte foi uma parada cardíaca decorrente da ingestão de múltiplas substâncias, incluindo álcool, GHB (ácido gama-hidroxibutírico) e cannabis. A morte foi oficialmente classificada como acidental.
Circunstâncias da morte
De acordo com o relatório do inquérito, o príncipe havia passado por um tratamento de reabilitação para dependência química meses antes do incidente. No entanto, ele não compareceu às consultas de acompanhamento após receber alta. O corpo foi descoberto por funcionários do hotel após ele não ter respondido às tentativas de contato. A polícia metropolitana de Londres foi acionada e, após investigações, descartou qualquer suspeita de crime.
Detalhes do laudo pericial
O exame toxicológico revelou a presença de múltiplas drogas no organismo do príncipe. O GHB, conhecido como "droga do estupro" por seus efeitos sedativos e amnésicos, foi encontrado em níveis elevados, combinado com álcool e cannabis. O legista responsável pelo caso afirmou que a combinação das substâncias levou a uma parada cardíaca fatal. "A ingestão simultânea de álcool e GHB potencializa os efeitos depressores do sistema nervoso central, resultando em depressão respiratória e parada cardíaca", explicou o médico legista em depoimento.
O príncipe Abdullah bin Fahad era membro da extensa família real saudita, mas não ocupava cargo oficial no governo. Sua morte levanta questões sobre o acesso a tratamentos de reabilitação e o acompanhamento pós-alta para pacientes com histórico de dependência química.
Reações e consequências
A embaixada da Arábia Saudita em Londres emitiu uma nota de pesar, mas não forneceu detalhes adicionais sobre o caso. A família do príncipe solicitou que o corpo fosse repatriado para a Arábia Saudita, onde o funeral será realizado em caráter privado. Especialistas em saúde pública destacam a importância de programas de acompanhamento contínuo para dependentes químicos, especialmente após a alta de clínicas de reabilitação. "O período pós-reabilitação é crítico, e a falta de suporte pode levar a recaídas fatais", afirmou um porta-voz da organização britânica de combate às drogas.
O caso também reacende o debate sobre a regulamentação do GHB no Reino Unido, onde a substância é classificada como droga Classe C, mas seu uso recreativo tem aumentado. Estatísticas recentes indicam um crescimento de 30% nas internações hospitalares relacionadas ao GHB nos últimos dois anos.



