Três embarcações desviam trajeto no Mar Vermelho
Três petroleiros ligados à Arábia Saudita mudaram suas rotas no Mar Vermelho após ameaças dos rebeldes houthis do Iêmen. Os houthis afirmaram que podem retomar ataques contra navios que utilizem portos sauditas. O superpetroleiro Xin Long Yang, que seguia para a China, interrompeu sua viagem, enquanto outras duas embarcações também alteraram seus percursos, segundo informações de monitoramento marítimo.
Ameaça aumenta tensão regional
A situação agrava as tensões em uma região crucial para as exportações globais de petróleo. O movimento houthi, apoiado pelo Irã, já havia realizado ataques a navios no passado, e a nova ameaça ocorre em meio a tentativas de mediação entre Irã e Estados Unidos. A rota do Mar Vermelho é vital para o transporte de petróleo do Oriente Médio para o Ocidente e Ásia.
De acordo com fontes do setor, a decisão de desviar as rotas foi tomada como medida preventiva para evitar possíveis incidentes. A Arábia Saudita não comentou oficialmente as ameaças, mas a coalizão liderada pelo país no Iêmen reforçou a segurança na região.
Contexto do conflito iemenita
Os houthis controlam vastas áreas do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, e têm confrontado a coalizão saudita desde 2015. Em protestos recentes, apoiadores do grupo exibiram retratos do líder Abdul-Malik al-Houthi, criticando restrições impostas pela coalizão a áreas controladas pelos rebeldes. A ameaça de ataques a navios é vista como uma escalada na pressão sobre Riad.
Especialistas apontam que a interrupção de rotas de petroleiros pode impactar os preços do petróleo globalmente, embora o mercado ainda não tenha reagido de forma significativa. A comunidade internacional acompanha com preocupação a possibilidade de novos confrontos no Mar Vermelho.



