O presidente da Coreia do Sul classificou oficialmente a onda de calor que atinge o país como um desastre nacional, depois que o número de mortes relacionadas às altas temperaturas chegou a 19. A medida foi anunciada em meio a uma das piores ondas de calor já registradas no território sul-coreano, com temperaturas que bateram recordes históricos.
Recorde de temperatura em 122 anos
No domingo, uma cidade do interior do país, localizada em uma bacia, registrou 42,5°C, a maior temperatura medida em 122 anos de observações meteorológicas. O recorde anterior, de 41°C, havia sido registrado em 2018, durante outra onda de calor extrema que também causou mortes e danos à agricultura.
A cidade, cujo nome não foi divulgado no comunicado oficial, fica em uma região geográfica que favorece a acumulação de calor, o que contribuiu para os números extremos. Especialistas em meteorologia alertam que as mudanças climáticas estão tornando eventos como esse mais frequentes e intensos.
Impacto na população e na saúde pública
As autoridades de saúde relataram que a maioria das vítimas eram idosos ou pessoas com condições de saúde pré-existentes, que são mais vulneráveis ao calor extremo. Hospitais em várias regiões do país registraram aumento significativo no número de atendimentos por insolação, desidratação e outros problemas relacionados ao calor.
O governo sul-coreano ativou protocolos de emergência, incluindo a abertura de centros de resfriamento em espaços públicos e a distribuição de água potável em áreas de maior risco. A população foi orientada a evitar atividades ao ar livre durante os horários de pico de calor, especialmente entre 12h e 17h.
Medidas governamentais e alertas
Em pronunciamento à nação, o presidente enfatizou a gravidade da situação: "Esta onda de calor é um desastre nacional. Vamos mobilizar todos os recursos disponíveis para proteger a vida e a saúde do nosso povo." A declaração permite que o governo utilize fundos de emergência e coordene ações entre diferentes ministérios e agências.
Autoridades locais foram instruídas a monitorar continuamente as condições climáticas e a reportar qualquer novo caso de morte ou internação relacionada ao calor. Além disso, campanhas de conscientização estão sendo veiculadas na mídia para informar a população sobre os riscos e as medidas de prevenção.
Contexto climático e perspectivas
Especialistas apontam que a onda de calor atual é agravada por uma combinação de fatores, incluindo a alta pressão atmosférica e a influência do fenômeno El Niño, que tende a elevar as temperaturas globais. A Coreia do Sul, assim como outros países do leste asiático, vem enfrentando verões cada vez mais quentes e prolongados nas últimas décadas.
A previsão é que as temperaturas permaneçam acima da média pelos próximos dias, com possibilidade de novos recordes em algumas regiões. O governo pediu que a população continue atenta aos alertas meteorológicos e tome todas as precauções necessárias.
O número de mortos, que já chega a 19, pode aumentar nas próximas semanas, segundo autoridades de saúde, caso as condições não melhorem. A declaração de desastre nacional é um passo importante para garantir que os recursos sejam alocados de forma eficiente e que a ajuda chegue rapidamente às áreas mais afetadas.



