O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026 subiu para 4.561, conforme atualização divulgada pelo governo neste domingo (13). Mais de 20 mil pessoas permanecem em abrigos temporários, enquanto equipes de resgate e voluntários continuam trabalhando nos escombros.
Censo biométrico e necessidade de moradias
O governo venezuelano anunciou o início de um censo biométrico para estimar a necessidade de moradias permanentes. Segundo autoridades, a previsão é construir 25 mil unidades habitacionais para atender as famílias desabrigadas. Até o momento, mais de 128 mil famílias já receberam algum tipo de assistência, incluindo alimentos, água e itens de higiene.
Tremores secundários e danos estruturais
Desde o terremoto principal, em 24 de junho, foram registrados 1.254 tremores secundários, muitos dos quais causaram novos desabamentos e dificultaram o trabalho de resgate. O desastre afetou mais de 800 edifícios, principalmente nos estados de La Guaira, Miranda e na capital Caracas. Autoridades evitam divulgar números oficiais de desaparecidos, mas estimativas não oficiais indicam que até 50 mil pessoas podem estar desaparecidas.
"Estamos trabalhando incansavelmente para localizar sobreviventes e prestar assistência às famílias afetadas", afirmou o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em declaração à imprensa. "O censo biométrico nos permitirá planejar a reconstrução de forma eficiente."
Impacto humanitário e resposta internacional
A Organização das Nações Unidas (ONU) e diversos países têm oferecido ajuda humanitária, incluindo equipes de resgate, suprimentos médicos e recursos financeiros. A Cruz Vermelha venezuelana informou que mais de 5 mil voluntários estão mobilizados. A situação é agravada pela crise econômica que o país enfrenta, com escassez de combustível e medicamentos.
O presidente Nicolás Maduro declarou estado de calamidade pública e prometeu acelerar a construção de moradias. "Não vamos descansar até que cada família tenha um teto", disse Maduro em discurso televisionado. No entanto, críticos apontam que o governo tem sido lento na resposta e que os números oficiais podem subestimar a gravidade do desastre.



