Crime e condenação
Uma mulher de 69 anos, Jerri Roby, foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato do próprio filho, John Allen Gaither, de 42 anos, em Gulfport, Mississippi, nos Estados Unidos. A sentença foi proferida após ela confessar o crime, que envolveu a ocultação do corpo em uma parede falsa na residência da família.
Detalhes do assassinato
De acordo com a investigação, Jerri Roby matou o filho e, em seguida, escondeu o cadáver em um compartimento secreto construído dentro de uma parede. Para evitar que familiares e amigos desconfiassem do desaparecimento, ela passou a enviar mensagens de texto e e-mails fingindo ser John, dando continuidade a conversas e mantendo a farsa por semanas.
O crime foi descoberto quando parentes, estranhando o comportamento de John, decidiram procurar a polícia. Agentes encontraram o corpo após uma busca minuciosa na casa. A autópsia confirmou que a morte foi causada por asfixia.
Motivação e planejamento
Em depoimento, Jerri Roby alegou ter agido por impulso, afirmando que não planejou o assassinato. No entanto, as autoridades apontaram evidências de premeditação: ela havia comprado materiais de construção, como cimento e drywall, dias antes do crime, além de ter adquirido um novo telefone para enviar as mensagens fraudulentas.
O promotor do caso destacou que a ré demonstrou frieza ao tentar enganar a família e a comunidade. "Ela não apenas tirou a vida do filho, mas também tentou apagar sua existência, fingindo que ele ainda estava vivo", disse o promotor em entrevista à imprensa local.
Reação da família
A família de John Gaither manifestou alívio com a condenação, mas também tristeza pela perda. Em nota, parentes afirmaram que "nada trará John de volta, mas a justiça foi feita". O irmão da vítima, que prefere não ser identificado, disse: "Era difícil imaginar que minha própria mãe pudesse fazer algo tão terrível. Agora, ela pagará pelo que fez".
Prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional
A sentença de prisão perpétua foi determinada sem possibilidade de liberdade condicional, conforme prevê a lei do Mississippi para casos de assassinato qualificado. Jerri Roby cumprirá a pena em uma penitenciária estadual.
O caso ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos, sendo comparado a outros crimes em que familiares ocultam corpos e simulam a vida da vítima. Especialistas em psicologia criminal apontam que o comportamento de Roby é típico de indivíduos que buscam manter o controle sobre a narrativa do desaparecimento.



