Marine Le Pen, candidata de extrema direita à presidência da França em 2027, recorreu nesta terça-feira (21) ao Tribunal de Cassação contra sua condenação por uso indevido de fundos públicos europeus, conforme fonte judicial à AFP. O recurso foi apresentado também pelo partido Reagrupamento Nacional (RN, antigo Frente Nacional) e outros dez líderes julgados, contestando a decisão de 7 de julho do Tribunal de Apelação de Paris.
Caso de desvio de fundos europeus
O Tribunal de Apelação considerou os réus culpados por desviar fundos do Parlamento Europeu entre 2004 e 2016. O prejuízo total foi calculado em 2,9 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões), segundo a juíza Bénédicte de Perthuis, que afirmou que Le Pen sabia do esquema e estava "no centro" dele. A juíza declarou que o dinheiro foi usado para "o Parlamento Europeu pagar pessoas que na realidade trabalhavam para o partido".
Redução da pena e candidatura
O Tribunal de Apelação já havia reduzido a pena de inabilitação para cargos públicos de cinco anos para 15 meses, que Le Pen já cumpriu, permitindo que ela concorra às eleições. Após a decisão, Le Pen anunciou sua candidatura. O recurso foi protocolado em 15 de julho.
Expectativas para o julgamento
Espera-se que o Tribunal de Cassação resolva o caso antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 18 de abril de 2027. Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto para o pleito. No julgamento, Le Pen e seu partido argumentaram que o dinheiro foi usado de forma legítima e que as alegações definiam de forma muito restrita o que um assistente parlamentar faz.



