Manifestantes voltaram às ruas de Nova Déli nesta quarta-feira para exigir responsabilização do governo por falhas no sistema educacional e vazamentos de exames. Os protestos ocorrem um dia após a repressão policial que deixou dezenas de feridos. Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas nos confrontos, segundo autoridades locais.
Contexto dos protestos
Os jovens indianos protestam contra supostas irregularidades em exames nacionais, incluindo vazamentos de provas que beneficiariam candidatos privilegiados. O movimento exige a renúncia do ministro da Educação, acusado de negligência e corrupção. Em Mumbai, manifestações de apoio também ocorreram, com marchas pacíficas que terminaram em confrontos com a polícia.
Segundo organizadores, mais de 10 mil pessoas participaram dos atos em Nova Déli, bloqueando vias principais e entrando em confronto com forças de segurança que usaram gás lacrimogêneo e canhões d'água para dispersar a multidão.
Reação do governo
O governo indiano afirmou que as manifestações são ilegais e prometeu investigar os vazamentos de exames, mas rejeitou o pedido de renúncia do ministro. "Estamos comprometidos com a transparência, mas não toleraremos violência", disse um porta-voz do Ministério da Educação.
Líderes estudantis criticaram a postura do governo. "Eles tentam nos silenciar com a força, mas não vamos parar até que haja justiça", declarou um representante do movimento.
Impacto e próximos passos
Os protestos já afetam o calendário escolar, com várias universidades suspendendo aulas. A pressão sobre o governo aumenta, enquanto a oposição pede uma investigação parlamentar. Especialistas alertam que a crise educacional pode ter consequências de longo prazo para a economia indiana, que depende de mão de obra qualificada.



